<!-- ecarreira -->Mercado em alta para Relações Internacionais

O mundo está cada vez mais interligado e as fronteiras entre países são cada vez mais tênues. No meio de tanta mudança, que direção dar a governos, empresas e organizações? Como não perder o rumo da globalização? As respostas para essas perguntas estão nas faculdades de Relações Internacionais (RI), que se multiplicaram nos últimos anos.Motivo para isso não falta. Afinal, a carreira está entre as mais promissoras para os próximos anos no País. No Brasil, o primeiro curso de RI foi criado em 1979, na Universidade de Brasília (UnB). Na época, a formação era voltada apenas para a área diplomática. Mas hoje não é só o Itamaraty que precisa desses profissionais.Empresas que querem importar ou exportar, ONGs com atuação mundial, prefeituras que pretendem atrair investimentos, bancos com necessidade de entender mercados externos: em quase todos os setores há demanda pelos graduados em RI.Necessidade do mercadoNa Universidade de São Paulo (USP), o curso foi criado há dois anos, em decorrência de uma necessidade do mercado de trabalho. Segundo o presidente do Escritório de Relações Internacionais da Faculdade de Economia e Administração (FEA), Edson Luiz Riccio, a globalização é um fenômeno antigo, mas só recentemente o Brasil começou a buscar seu espaço no cenário mundial.?Há oferta de trabalho para o RI porque o grau de internacionalização nas empresas brasileiras é crescente. Só agora elas estão partindo para uma ação mais agressiva?, avalia Riccio.Com o aumento de demanda, o número de faculdades de RI cresceu nos últimos anos. No Estado de São Paulo, mais de dez instituições oferecem o curso. Na maioria delas, o aluno precisa ser proficiente em duas línguas estrangeiras e entregar uma monografia antes de pegar o diploma.Currículo generalistaDurante os quatro anos de estudo, disciplinas variadas compõem uma grade curricular bastante generalista. Sociologia, Política, Economia e Direito estão entre as principais matérias.O coordenador do curso de RI da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Reginaldo Nasser, diz que o aluno que ingressa na profissão costuma ter um perfil definido. ?É alguém que tem interesse por todo e qualquer assunto internacional, desde temas políticos e econômicos até jurídicos e de meio ambiente.?Outras características, segundo o professor, são o conhecimento de línguas e o interesse por fazer intercâmbios. Um período de vivência em outros países é valioso para o profissional da área. Por isso, os intercâmbios são incentivados pelas faculdades.Estudando foraA PUC-SP, por exemplo, tem convênio com o instituto parisiense Sciences Politiques, importante pólo de estudo de RI. Pelo programa, cinco alunos de cada turma passam dois anos e meio assistindo a aulas na França.Na USP, a possibilidade de ficar um semestre estudando fora pode ser concretizada em uma das mais de 60 universidades conveniadas. Ao todo, são cem vagas, disputadas por todos os alunos da FEA.Apesar da variedade de campos de atuação do profissional de relações internacionais, o maior atrativo para os jovens que escolhem a carreira ainda é o glamour da diplomacia. ?Sei que é uma profissão que está crescendo e não está necessariamente ligada à política, mas eu vou fazer o curso porque quero ser diplomata?, afirma Lauren Anne Westing, de 17 anos, que vai prestar o vestibular para RI na USP, na PUC-SP, na Unesp e na UnB. leia também Dica de profissional: Viajar e continuar estudando

Agencia Estado,

24 de outubro de 2003 | 13h01

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