ECA-USP repudia fechamento de prédio

Faculdade fez questão de deixar claro que não está em greve

Estadão.edu

07 de maio de 2010 | 18h42

A direção da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo divulgou nota de repúdio ao fechamento do prédio central da unidade pelo sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) e ao consequente comprometimento de atividades. O documento, postado no site da faculdade, fez questão de deixar claro que a ECA não está em greve, como foi divulgado pelo sindicato. "Os grevistas que fecharam o prédio central assumiram este gesto em nome da escola", ressalta a nota.

 

 

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Servidores da USP entraram em greve na quarta-feira e bloquearam o edifício na quinta-feira (6). A estratégia do sindicato, ao fechar toda uma unidade, é impedir que a reitoria saiba exatamente quem aderiu à greve e quem foi impedido de trabalhar - impossibilitando o corte no salário. Para a direção da ECA, o ato foi um "gesto unilateral" que teria desconsiderado a agenda de negociações salariais previamente estabelecida. A ECA afirma que está fazendo todos os esforços para a manutenção das condições de funcionamento da Escola.

 

 

O Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) havia prometido uma "radicalização" do movimento por causa de comunicado do reitor. Além de ameaçar cortar ponto dos grevistas, o informe divulgava liminar judicial que prevê multa de R$ 1 mil por dia em caso de piquetes. Sindicalistas ainda se mostraram indignados porque, na petição, a reitoria cogita o uso de força policial  para desmobilizar piquetes. 

 

 

A greve foi anunciada no dia 29 de abril. A categoria quer uma reposição salarial de 16% e incorporação de R$ 200 ao salário-base. Outro ponto da lista de reivindicações é a extensão para todos os servidores das universidades estaduais paulistas do reajuste de 6% concedido apenas aos professores.

 

 

Os servidores têm no dia 11 de maio uma reunião com o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Curesp) para tratar das reivindicações. Servidores ligados ao sindicato, entretanto, não estão otimistas com o encontro. O Sintusp espera que funcionários da Unesp e Unicamp também entrem em greve após essa data.

 

 

Na Cidade Universitária, o transporte interno, restaurantes, centro poliesportivo e áreas administrativas, como a prefeitura do câmpus e o serviço social (Coseas), não estão funcionando.

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