‘É o reitor mais difícil que já conhecemos’, diz presidente do sindicato

Magno de Carvalho reclamou que a administração da USP agiu com intransigência, como no corte de ponto dos grevistas

Victor Vieira, O Estado de S. Paulo

17 Setembro 2014 | 22h19

SÃO PAULO - Funcionário da USP há quase 40 anos e presidente do sindicato dos trabalhadores da universidade, Magno de Carvalho afirmou que essa foi a greve mais longa e difícil que já participou. Ele reclama que a administração da USP agiu com intransigência, como no corte de ponto dos grevistas, e classifica como “um tiro no pé” a ideia do reitor Marco Antonio Zago de levar a paralisação à Justiça do Trabalho. Zago diz que, antes de acionar o tribunal, os sindicatos se recusavam a negociar.

“O Zago saiu derrotado dessa greve”, disse Carvalho. “É o reitor mais difícil que já conhecemos. Já conseguiu superar o Rodas (antigo dirigente)”, criticou. Apesar do fim próximo da greve, as entidades sindicais de docentes e servidores ainda prometem manter forte oposição às recentes propostas para aliviar a crise financeira.

Duas das sugestões mais polêmicas são o plano de demissão voluntária (PDV), que prevê aposentadoria antecipada de 1,7 mil funcionários, e a transferência do Hospital Universitário (HU) e do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (Hrac), em Bauru, para a Secretaria Estadual de Saúde. 

O PDV foi ratificado pelo Conselho Universitário (CO), instância máxima da USP, e começará ainda neste ano. A desvinculação do Hrac também já foi aprovada pelo órgão e o repasse do HU deve ser discutido pelo CO em outubro. O governador Geraldo Alckmin (PSDB), porém, afirmou na semana passada que o governo do Estado não tem interesse em assumir os hospitais.

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