'É fácil saber quem fez um bom MBA', diz headhunter

Luiz Carlos Cabrera afirma que executivo precisa saber diferenciar os cursos disponíveis no mercado

Maria Rehder, do Jornal da Tarde,

01 de dezembro de 2008 | 15h51

O headhunter Luiz Carlos Cabrera recruta altos executivos desde 1971 e alerta que nas entrevistas de emprego é muito fácil perceber quem fez ou não um bom MBA. E ele ainda deixa bem claro o que entende por bom MBA. Para Cabrera, o curso de pós-graduação sério exige no mínimo cinco anos de experiência profissional e é oferecido por poucas escolas tradicionais no Brasil. Outros que se intitulam MBA, para ele, são apenas cursos de especialização, o que o headhunter chama de "após graduação".  Qual é o peso de um MBA no currículo de um executivo?Tem muito peso, mas é importante explicar as diferenças existentes entre os cursos oferecidos hoje no Brasil, porque quando o jovem entende essa diferença ele pode fazer uma escolha mais adequada. Mas qual é o diferencial do bom MBA?Aqui no Brasil, os bons MBAs são poucos, eles só existem nas escolas tradicionais como FGV, Ibmec-SP, Faculdade de Administração da USP. O que temos por aí é um monte de cursos de especialização regulamentados pelo MEC, de número mínimo de horas, o que na verdade eu chamo de cursos ‘após graduação’. Eles têm o seu mérito, mas são válidos quando você está trabalhando há pelo menos um ano. A pior coisa que um jovem pode fazer é terminar a graduação e, com receio de enfrentar o mercado, fazer ‘após graduação’ porque acha que vai melhorar a empregabilidade.  As empresas diferenciam o bom MBA?Hoje o entrevistador tem a dimensão clara sobre o que é um bom MBA, pela duração, pelo nome da instituição. Mas não se pode desestimular o jovem que sai da graduação e quer fazer um curso de ‘após graduação’. Qual é o momento ideal para fazer um MBA de peso?É quando suas definições profissionais estão mais claras, quando já sabe a área que vai atuar. Isso acontece depois de uns cinco anos de experiência. O peso de um MBA no currículo é muito grande?Faz muita diferença. Você nota o camarada que faz o MBA completo na entrevista, a postura muda. Esse MBA mexe com os três eixos da empregabilidade: conhecimento, competências e rede de relações. As escolas que oferecem esses cursos são instituições com repertório acadêmico pesado. Mas como um entrevistador percebe isso?A coisa mais triste é você pegar um jovem fazendo um MBA qualquer e perguntar qual a matéria mais gostou no semestre: 70% não lembram o nome da matéria e 50% não lembram do professor. Tenho obrigado meus consultores a fazer essa pergunta e as respostas são de entristecer.  De que forma as empresas valorizam o bom MBA?Normalmente já existe diferencial na remuneração, tanto é que, quando isso não é aplicado pela própria empresa, o aluno acaba mudando de emprego durante o curso. Isso acontece quando a empresa não dá sinais que vai reconhecer o diferencial competitivo que ele passa a ter.  E depois do MBA?Temos os cursos de profissionais que variam de uma a duas semanas. Os internacionais são melhores.

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