'É a minha coisa favolita', diz Bernardo, de 4 anos

A mãe, Marina, solta a imaginação quando lê para o filho e encarna os personagens

Karina Toledo, O Estado de S. Paulo

26 Julho 2010 | 12h40

Pequeno leitor. Bernardo Falsetti frequenta livrarias com a mãe, Marina, desde os 2 anos

 

Quando aprendeu a falar, o primeiro presente que Bernardo Falsetti, hoje com 4 anos, pediu à mãe foi um livro. “É minha coisa favolita”, diz ele, trocando o ‘r’ pelo ‘l’, como o Cebolinha da Turma da Mônica.

 

Se não fosse esse pequeno detalhe na pronúncia, brinca a mãe, Marina Falsetti, ele poderia ser confundido com um anão, tamanho é seu vocabulário e a destreza com que articula as palavras.

 

Com menos de 1 ano, Bernardo se divertia com livrinhos de plástico e de pano. Aos 2, tornou-se frequentador assíduo da Livraria Cultura, no Conjunto Nacional. E hoje seu acervo conta com mais de 160 títulos. “Quando a gente não tem dinheiro para comprar um novo, ficamos lendo por lá mesmo”, conta Marina.

 

No momento, suas obras favoritas são Contos de Enganar a Morte e No Meio da Noite Escura Tem um Pé de Maravilha, ambos do autor Ricardo Azevedo e indicados por uma amiga da família que é professora de literatura. “Desde segunda-feira, quando ganhou esses livros da avó, não se desgruda deles”, diz a mãe.

 

Quando se senta para ler com o filho, Marina solta a imaginação e encarna os personagens. “Isso ajuda muito a prender a atenção”, revela.

 

Essa também é a técnica que a geóloga Liza Polo usa para conquistar o interesse da filha Laura, de quase 3 anos. “Faço a voz do Lobo Mau, pulamos quando o personagem pula, damos cambalhotas, encenamos a Branca de Neve morrendo engasgada e caindo no chão e eu a encho de beijos quando o príncipe beija a princesa. Isso torna a leitura muito gostosa e atrativa”, afirma.

 

Laura também começou com livros de pano e de encaixe. Logo passou para livros com figuras e palavras, apenas para ensinar o nome das coisas. “Passei a comprar livrinhos com histórias quando percebi que ela tentava conectar um desenho ao outro”, conta Liza. “Quando via que ela estava dispersa, mudava a história, tornando-a mais curta.”

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