Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Doria vai integrar câmeras de segurança das escolas à PM e quer policial da reserva nas unidades

Programa 'Escola Mais Segura' vai pagar ainda gratificação para policial de folga atuar na proximidade dos colégios

Isabela Palhares, O Estado de S.Paulo

05 de julho de 2019 | 13h04

SÃO PAULO - O governador João Doria (PSDB) anunciou nesta sexta-feira, 5, que as câmeras de segurança das escolas estaduais de São Paulo serão integradas ao sistema da Polícia Militar para o monitoramento de ocorrência e vai recrutar policiais que tenham interesse para trabalhar nas horas de folga no reforço da ronda escolar. O governo estuda ainda um projeto para que policiais da reserva possam atuar dentro das escolas em funções administrativas. 

As ações fazem parte do programa 'Escola Mais Segura', que começou a ser planejado pelas secretarias estaduais de Educação e de Segurança Pública após o massacre na escola estadual Raul Brasil, em Suzano, e um episódio em junho de vandalismo e agressão a uma professora em Carapicuiba

"O programa tem quatro pilares. O primeiro, em parceria com a Secretaria de Segurança Pública. O segundo está ligado à organização escolar. O terceiro se refere à convivência nas unidades e o quatro, prevê a responsabilização dos alunos. Para garantir a segurança escolar, é preciso agir em várias frentes", explicou o secretário Rossieli Soares

A primeira ação prevê integrar ao sistema da Polícia Militar as imagens das câmeras de segurança de 5 mil escolas estaduais, que hoje já fazem parte de um sistema da secretaria de educação. Segundo Soares, ao todo são 42 mil câmeras nas escolas - mas a maioria delas ainda não está nem integrada ao sistema da própria pasta.

Segundo o secretário, as câmeras estão instaladas nas áreas comuns das escolas, mas os diretores que desejarem poderão solicitar a instalação dentro das salas de aula. 

O reforço da ronda escolar dará prioridade para a vigilância em 216 escolas da rede que foram classificadas como mais vulneráveis. Segundo o secretário, são escolas com grande número de ocorrências de violência escolar, inseridas em áreas com baixos indicadores socioeconômicos e baixo desempenho educacional. 

O aumento da ronda escolar começa no segundo semestre deste ano, com o pagamento de gratificação para 622 policiais que tiverem interesse de atuar nas horas de folga. Também foi anunciada a destinação de  R$ 25 milhões para a compra de novas viaturas. Questionado sobre a atuação desses PMs e, o general João Camilo Campos, secretário de segurança, disse que eles estarão fardados e armados como já ocorre. "O policial está armado e fardado. Nada mudou. A única diferença é que agora a ronda está reforçada em pessoal e viaturas", disse. 

Aposentados. Soares disse ainda que está finalizando a elaboração de um projeto, que deve ser apresentado em 60 dias, para que policiais da reserva possam atuar dentro das escolas em funções administrativas. Segundo ele, apenas escolas e comunidades que desejarem a presença desses policiais serão contempladas. 

Uma apresentação do programa diz que os PMs aposentados irão desenvolver atividades educativas com os alunos, fazer a mediação de conflitos, planejamento da segurança escolar e garantir o cumprimento de protocolos e ajudar em ações de prevenção. 

"Vamos levantar quais e quantas escolas querem a atuação desses policiais na escola. A gestão da unidade e o projeto pedagógico continuam sob a nossa responsabilidade. Vai ser apenas uma parceria com a polícia, como já temos hoje em outras ações, por exemplo, o Proerd [Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência]". 




 

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