Governo do Estado de São Paulo
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Doria anuncia vacinação para professores e policiais de SP; idosos de 69 a 71 têm data antecipada

Imunização abrange profissionais de educação das redes pública e privada a partir dos 47 anos, além dos agentes de segurança pública em todo o Estado

Renata Cafardo, Júlia Marques e João Ker, O Estado de S.Paulo

24 de março de 2021 | 11h56

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou nesta quarta-feira, 24, o início da vacinação para professores e policiais. Conforme o Estadão adiantou, a vacinação de profissionais da segurança pública começará em 5 de abril e a dos profissionais de educação a partir do dia 12 de abril. A imunização para idosos de 69, 70 e 71 anos também foi antecipada em um dia e começa já na próxima sexta-feira, 26.  

A imunização de profissionais da educação vai abranger todos os professores, da rede pública e privada, a partir dos 47 anos. Esta primeira etapa abrangerá 350 mil professores, diretores de escolas, inspetores de alunos e outros profissionais que trabalham nas escolas das redes municipal, estadual e privada do Estado de São Paulo. Esse contingente corresponde a 40% dos profissionais apenas na rede estadual.

Para os profissionais da educação privada, o Estado irá exigir contracheques dos útlimos dois meses que comprovem o exercício da função, com o objetivo de evitar fraudes na aplicação das doses. Aqueles que forem terceirizados, como merendeiras, faxineiros etc., terão que preencher um cadastro prévio que será validado pelo diretor da instituição. O governo ainda vai avaliar a vacinação dos professores para incluir outras idades no Plano Estadual de Imunização aos poucos.

"A educação básica é nossa prioridade absoluta", afirmou Rossieli Soares, secretário estadual de Educação. "Cerca de 56% das crianças aprendiam a alfabetização no final do primeiro ano, antes da pandemia. Hoje, este número não chega a 21% e traz em si ainda mais desigualdade, porque aqueles que estão aprendendo não são os que mais precisam." 

Cerca de 180 mil profissionais de segurança pública também serão imunizados, entre agentes ativos da Polícia Militar, Civil, Científica e da escolta penitenciária, além dos efetivos de todas as guardas civis e metropolitanas. "Esses profissionais são essenciais e estão expostos diariamente na rua, cumprindo seu dever e obrigação de proteger a população, mas também os que estão nos serviços essenciais e na linha de frente, os profissionais da saúde", declarou o governador.

De acordo com o general João Campos, secretário estadual de Segurança Pública, pelo menos 79 policiais da ativa morreram em São Paulo após contraírem o novo coronavírus. Ele ainda afirmou que 56% desses casos eram de agentes entre 46 e 55 anos. 

A nova data para idosos entre 69 e 71 anos, que começa na próxima sexta-feira, 26, também deve atender outras 910 mil pessoas. "Se tivéssemos mais vacinas, conseguiríamos abrir mais públicos-alvo", afirmou Regiane de Paula, coordenadora geral do Programa Estadual de Imunização. No momento, a principal vacina disponível no País é a Coronavac, produzida pelo Institito Butantan/Sinovac, responsável por nove entre dez imunizações feitas até hoje. 

A vacinação dos profissionais da educação era uma demanda da categoria para a volta às aulas. Soares defendeu a inclusão dos professores nos grupos prioritários de vacinação e o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, chegou a encaminhar ofício ao Ministério da Educação pedindo que os profissionais da educação fossem colocados na fase 1 do calendário nacional de vacinação contra a covid-19. 

O Plano Nacional de Imunização (PNI) orienta que a vacinação de profissionais da educação deve ocorrer após a imunização de idosos. Atualmente, o Estado de São Paulo está vacinando idosos na faixa dos 70 anos. 

São Paulo é o primeiro Estado a vacinar professores, iniciativa que foi adotada por alguns países, como o Chile e a Argentina. Segundo estudo do movimento Vozes pela Educação e Fundação Lemann sobre a volta presencial no exterior, outros países também colocaram os professores como prioritários na vacina, como França e Uruguai.

Avanço da pandemia

Nesta 12ª semana epidemiológica, a taxa de ocupação em leitos de UTI chegou a 91,7% na Grande São Paulo e a 92,3% no Estado, que conta com um total de 12.442 pacientes internados para tratamento intensivo e outros 17. 350 em enfermarias.

De acordo com Jean Gorinchteyn, secretário estadual da Saúde, houve um aumento de apenas 125 novos pacientes internados em leitos de UTI nas últimas 24 horas. "Isso pode sim, ser um sinal do faseamento vermelho e emergencial [no Estado], com a restrição de circulação das pessoas" declarou, sobre o baixo percentual de novas internações, quando comparado com a semana anterior. 

O índice de isolamento social medido no Estado durante a última terça-feira subiu dos 43% registrados na véspera para cerca de 45%. O secretário afirmou que esse aumento significa uma média de 3 milhões de pessoas a menos nas ruas. 

Em comparação com a semana epidemiológica anterior, as médias diárias aumentaram 17,7% nos casos confirmados, 18,8% em internações e 35,4% nos óbitos causados pela covid.

Devido à nova diretriz do Ministério da Saúde, que passou a exigir dados adicionais como CPF e cartão do SUS para o cadastro de mortes pela doença, houve um represamento na contagem de mortes durante as últimas 24h, o que fez com que o número total do Estado seja de apenas 281 óbitos.   

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