WERTHER SANTANA/ESTADÃO
WERTHER SANTANA/ESTADÃO

Doria quer doações de R$ 200 mi para zerar fila de creche

Para cumprir meta do programa Nossa Creche, o tucano terá de abrir 180 novas vagas por dia nos próximos 12 meses ou inaugurar 34 creches por mês

Adriana Ferraz, O Estado de S. Paulo

04 Março 2017 | 03h00

SÃO PAULO - O prefeito João Doria (PSDB) promoverá um evento no dia 27, no Teatro Municipal, para arrecadar doações para o Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Fumcad) e usá-las para ajudar a custear a promessa de zerar até março de 2018 o déficit de vagas em creche herdado da gestão Fernando Haddad (PT), de 65,5 mil. A expectativa é de conseguir R$ 200 milhões, a maior parte por meio da contribuição de bancos como Itaú, Bradesco e Santander, que já teriam se comprometido a participar.

Caso faça a doação, a instituição financeira, assim como qualquer outra empresa, poderá deduzir até 1% de seu imposto de renda. No caso de pessoas físicas, o limite sobe para 6%. As contribuições solicitadas, portanto, funcionarão como uma espécie de isenção fiscal, prevista na legislação que criou o Fumcad, em 1992. “Vamos estimular não apenas a doação de pessoas jurídicas, mas de pessoas físicas. Estamos envolvendo pessoas que têm renda e sensibilidade para participar do evento, que será aberto”, disse Doria.

Para cumprir a meta apresentada no lançamento do programa Nossa Creche, o tucano terá de abrir 180 novas vagas por dia nos próximos 12 meses ou inaugurar 34 creches por mês. Para o secretário municipal de Educação, Alexandre Schneider, a “ousadia” do compromisso explica porque Doria alterou a promessa de campanha de zerar a fila ao longo do primeiro ano de governo, ou seja, em dezembro de 2017. Além disso, segundo ele, a quantidade de vagas que serão criadas em 12 meses é quase a mesma das abertas por Haddad em quatro anos, cerca de 70 mil.

Previsão. O programa prevê a abertura de 410 creches até 30 março de 2018, com capacidade média para atender 160 crianças de zero a 3 anos cada. Desse total, 40 funcionarão em prédios municipais, ao custo de R$ 123 milhões. São obras iniciadas por Haddad, mas paralisadas por falta de recursos. As demais ocuparão prédios alugados com verba do Fumcad ou doados por empresas.

Até 2020, a meta é alcançar a marca de 96 mil novas vagas. Segundo Schneider, o número fará com que a capital ultrapasse a diretriz estabelecida pelo Plano Nacional de Educação, que estipula aos municípios a obrigatoriedade de ter 50% das crianças com zero a 3 anos matriculadas na rede municipal até 2024. São Paulo quer chegar a 60% quatro anos antes. Hoje, o porcentual é de 44%. 

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