Dom Cabral tira executivo da 'zona de conforto' em imersão no universo da arte

Participantes de curso percorrem instalações e têm oficinas de pintura e culinária

Carolina Stanisci, Estadão.edu

13 Setembro 2011 | 12h15

Newton sacou a Lei da Gravitação quando estava debaixo de uma árvore, não num laboratório. Com esse mote, a Fundação Dom Cabral quer atrair executivos em busca de boas ideias "fora da caixa" para seu curso FDC Experience. O evento, uma espécie de imersão em ambientes similares à galeria de arte, com oficinas de pintura e gastronomia, será realizado entre os dias 15 e 16, na sede da FDC, em Nova Lima (MG).

Tirar executivos da zona de conforto não é uma ideia nova, mas a Dom Cabral afirma ter radicalizado o conceito com o FDC Experience. Os participantes vão ter aulas teóricas tradicionais, com conceitos de história, economia e arte. E também vão percorrer instalações com telas de LCD espalhadas pelo chão, ao lado de objetos que poderão tocar e aromas diferentes.

Arte antecipatória

De acordo com o gerente do curso na FDC, Roberto Sagot, a ideia é aprender "através de experiência diferente do que aquela da sala de aula, que usa só audiovisual".

Sagot afirma que a arte, ao longo da história, é "antecipatória" de tendências e movimentos. Fora do ambiente da empresa, o aluno-executivo vai poder ter soluções mais criativas para os problemas que enfrenta no dia a dia.

"Parte do conteúdo é executiva, outra parte é arte mesmo. A gente não separa uma coisa da outra, misturamos as duas", explica Sagot. Além de percorrer o trajeto artístico-sensocial que ganhou o nome de "museu de aprendizagem executiva", quem faz o curso também pode participar de oficinas de pintura e culinária.

Nada é obrigatório

Um ponto que o professor acha importante ressaltar: nada é obrigatório. Ou seja, se o executivo quer participar da oficina de pintura e sujar suas mãos, ok. Se não quiser, pode ir para outro canto. "É como num passeio no museu, cada um tem um interesse."

Ciro Neto é gerente geral do Galeria Shopping, em Campinas. Fez no início do mês o primeiro de 12 módulos de curso customizado para sua empresa. O nome do curso, não à toa, era "Pensando fora da Caixa".

O formato tinha algumas semelhanças com o FDC Experience, que mistura aulas tradicionais e arte. O grupo teve as aulas em São Paulo. Além das palestras com conteúdo e formato tradicional para executivos, os alunos visitaram a Fundação Oscar Americano, no bairro do Morumbi, zona sul, para conhecer o acervo da instituição.

"Falamos sobre história do Brasil e como a arte influenciava o pensamento das pessoas na época", lembrou ele. A experiência foi muito positiva, segundo o gerente.

"A gente tem que fazer 'nossas obras de arte' no dia a dia, para conseguir resultados", resume Neto. E, para conseguir isso, ele revela ter aprendido a importância de influenciar as pessoas para que elas acreditem em sua "visão". Como um artista.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.