Docentes e servidores mantêm greve na Unicamp

Funcionários e professores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) decidiram manter a greve por tempo indeterminado, depois que o Conselho dos Reitores da Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) rejeitou proposta de reajuste salarial de 9,41% feita pelo Fórum das Seis, que congrega sindicatos de professores e funcionários das três universidades e do Centro Paula Souza.De acordo com o Sindicado dos Trabalhadores da Unicamp (STU), o índice de 9,41% refere-se à inflação e perdas referentes a maio de 2001. O STU informou que os funcionários optaram por manter a greve devido à recusa do Cruesp em negociar um índice de reajuste salarial. Os reitores condicionam o índice à arrecadação estadual. As três universidades recebem 9,57% do orçamento do Estado.Está prevista para esta quinta-feira nova assembléia geral dos trabalhadores da Unicamp, que farão um balanço dos 35 dias de paralisação.O Cruesp alegou, por meio de comunicado ao Fórum das Seis, que está "aberto a proposições exeqüíveis" e que as propostas apresentadas já foram discutidas na reunião do último dia 22, "na qual o Cruesp manifestou, de maneira muito clara e fundamentada, a impossibilidade de atendimento".O documento informa ainda que o Cruesp "não considera necessário o agendamento de uma reunião de negociações para discutir pontos que já foram exaustivamente discutidos".

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