Distúrbios de aprendizado dividem educadores nos EUA

Estimativas indicam que o número de alunos com distúrbios de aprendizado ou condições que interferem na atuação acadêmica, como distúrbios de atenção, triplicou nos últimos 20 anos nos Estados Unidos. Cursos especiais para esses estudantes melhoraram seu desempenho, transformando a faculdade num objetivo realista. Lá, isso já existe. Há faculdades comunitárias em que os alunos estudam por dois anos para depois serem transferidos para as disputadas universidades. "Escolas de dois anos estão mais sintonizadas com o sistema de suporte", diz o diretor da Associação Internacional de Dislexia, J. Thomas Viallele. "E não apenas para quem tem disfunções de aprendizado. Eles aceitam alunos marginalizados, que precisam de alguma ajuda." Mas nem todos concordam. "Faculdades comunitárias são lugares terríveis para crianças com dificuldades de aprendizado", diz Marshall Shumsky, consultor educacional em Houston. Dados do Centro Nacional de Estatísticas da Educação dos EUA mostram que a maioria dos estudantes com dificuldade de aprendizado que entra numa faculdade de dois anos pretendendo se transferir para uma de quatro não consegue. Ensino técnicoMas Craig Markway se sente confiante e estusiasmado sobre o que encontrará na faculdade comunitária de Meramec. Sua atitude é: me dêem um curso técnico focado em tecnologia e deixem o resto comigo. Entre os serviços de apoio à disposição de estudantes como Mark estão livros de estudo em áudio e especialistas em deficiências de aprendizado. "Eles ajudam o estudante a definir e refinar os potenciais de que precisa para ser bem-sucedido", diz Diane Pereira, diretora do Programa Especial da Universidade do Arizona. Também há tutores, centro de plantonistas para problemas de escrita e laboratório equipado com tecnologia de assistência. O custo é de quase US$ 2 mil por semestre para calouros; os veteranos, dos quais se espera que sejam mais independentes, pagam menos.

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