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Distrito de SP com classe cheia terá escola fechada na capital

Cidade tem 46% das escolas superlotadas do Estado; 17 colégios que fecharão ficam em bairros com esse problema

Luiz Fernando Toledo, Paulo Saldaña e Victor Vieira, O Estado de S. Paulo

14 Novembro 2015 | 03h00

O governo vai fechar 17 escolas em distritos paulistanos onde há registro de 97 unidades com pelo menos um dos ciclos superlotados. A capital concentra 46% dos colégios com superlotação, segundo dados do MEC de 2014, e também mais de um terço das unidades fechadas.

Em sete distritos do extremo sul, que vão do Jardim Ângela a Parelheiros - região pobre da cidade -, há 114 escolas (14% das 793) com algum dos ciclos lotado (médias de alunos por sala superiores a 30 no ensino fundamental 1, 35 no fundamental 2 e 40 no médio). 

Duas escolas serão fechadas nos distritos de Cidade Ademar e Jardim São Luís, mesmo havendo 36 unidades com superlotação nesses lugares. Consta na lista de lotação a Escola Doutor Ernesto Faggin, em Cidade Ademar, que será fechada. A média no 1.º ano do ensino médio é de 46,7 alunos por sala. Se forem contabilizados os três anos do ciclo, a média cai para 40,5.

Além dessa escola, outras quatro unidades na relação de colégios que serão fechados têm algum ciclo com lotação. 

Na zona leste da capital, os distritos de Guaianases e Cidade Tiradentes vão perder duas escolas, apesar de haver 18 escolas com algum ciclo superlotado. O colégio Oswaldo Gagliardi, em Guaianases, tem os três ciclos com média maior do que define o governo. 

Para a vice-diretora da escola, Isabel Almeida, as atividades extraclasse acabam prejudicadas. “De modo geral, conseguimos levar bem. Mas fica mais complicado, por exemplo, levar os alunos para a sala de informática ou para a biblioteca”, conta. “É uma região de extrema pobreza. O bairro vem crescendo muito e a estrutura não acompanhou”, acrescenta.

Critérios. Herman Voorwald, secretário da Educação, afirmou que é preciso analisar caso a caso. Na reorganização, a pasta quis atender, segundo ele, às demandas específicas de cada comunidade escolar. “Mesmo que esteja em uma escola com muitos alunos, não quero que ele se desloque 10 quilômetros para outra que não esteja sendo usada em sua plenitude”, diz. 

Ele ainda reforçou que não restringe a criação de novas classes nem a atribuição de aulas para mais professores. “Havendo espaço físico, o que é complicado, é viável abrir turmas”, afirma.

 

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