Diretoria denuncia depredação em escola ocupada em Bauru

Em Marília, alunos que desocuparam a Escola Estadual Sílvia Ribeiro de Carvalho fizeram uma faxina no prédio

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

11 Dezembro 2015 | 18h43

Atualizada às 19h48

SOROCABA - A Diretoria Regional de Ensino denunciou depredação, vandalismo e furto de merenda durante a ocupação da Escola Estadual Stela Machado, em Bauru, interior de São Paulo. Os alunos deixaram o estabelecimento na quinta-feira, 10, após 13 dias de ocupação em protesto contra a reorganização escolar. 

De acordo com a diretora regional Gina Sanches, a escola foi encontrada com gavetas arrombadas, portas pichadas e computadores danificados, além do sumiço de alimentos da merenda.

Ela registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil. Segundo a dirigente, em razão do vandalismo, as aulas que encerrariam o ano letivo a partir desta sexta só serão retomadas na segunda-feira, 14. A polícia fez perícia no prédio e aguarda a identificação dos ocupantes, que serão chamados a depor.

Nas redes sociais, os alunos da Escola Stela Machado negam qualquer depredação ou furto de alimentos. Eles divulgaram uma ata de uma visita do promotor Lucas Pimentel de Oliveira, que esteve no colégio no último dia 2, e registrou que entrou na unidade e não encontrou "qualquer sinal de depredação do patrimônio público" e que ainda teria encontrado alimentos guardados na despensa. O Ministério Público do Estado confirmou, por meio da assessoria de imprensa, a visita e o documento do promotor. 

Limpeza. Em Marília, alunos que desocuparam a Escola Estadual Sílvia Ribeiro de Carvalho, nesta sexta-feira, fizeram uma faxina geral no prédio, após 17 dias de ocupação. Até os banheiros foram lavados. Os estudantes pediram a uma comissão de professores uma vistoria na escola para a entrega das chaves. 

Em Bauru, os estudantes também limparam as instalações antes de desocupar a Escola Ayrton Busch. As chaves foram entregues ao diretor do estabelecimento.

Até a tarde desta sexta-feira, 99 escolas continuavam ocupadas por alunos em todo o Estado.

 

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