Diretora de escola é agredida por alunos no Rio

Ela nega, mas denúncia foi feita por professores de colégio que teria sido depredado

Pedro Dantas, O Estado de S.Paulo

06 Abril 2010 | 12h21

Professores da Escola Municipal General Humberto de Souza Mello, no Maracanã, zona norte do Rio, denunciaram que a diretora da instituição foi vítima de agressão e ameaça de morte por parte de alunos e moradores do Morro da Mangueira, no dia 29.

Em depoimento ontem na 20.ª Delegacia de Polícia de Vila Isabel, a diretora, que pediu afastamento por licença médica, apenas relatou que foi xingada e ameaçada, mas negou que tenha sido agredida. No entanto, os educadores dizem que presenciaram as agressões e alegam que ela depôs ainda com medo das ameaças.

 

"Houve uma briga durante o recreio da tarde, e a diretora chamou os três envolvidos. Ao saber que a mãe seria trazida para o colégio, um deles reagiu, rasgou documentos, agrediu a diretora e foi embora", contou uma professora que pediu para não ser identificada.

 

Esse aluno foi para casa e disse para a mãe que havia sido agredido. Por volta das 17 horas, relata a professora, a mãe voltou com o filho e alguns amigos à escola. A diretora recebeu chutes e socos e ficou refugiada numa sala até os professores conseguirem controlar a situação.

 

Docentes da escola contaram ao Estado que o estudante seria irmão de um traficante da Mangueira morto pela polícia e de outro rapaz recentemente afastado da instituição. Segundo eles, no final do ano passado, o garoto teria torcido o braço de uma funcionária após ser impedido de entrar fora do horário regular.

 

O site do Sindicato dos Profissionais da Educação do Rio (Sepe-RJ) disponibilizou fotos do vandalismo na escola, com depredações e frases escritas de ameaças de morte contra a diretora. "O mais assustador é que os alunos gritavam "escracha" no momento em que a professora era espancada. Havia quase cem pessoas", lamentou outra educadora.

 

"As agressões verbais são diárias. Evitamos a violência física porque adotamos a tática de não contrariar."

 

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Educação informou que determinou a "apuração dos fatos e a garantia à segurança da comunidade escolar".

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.