Direção da Poli-USP decide interromper evento com gincana de itens machistas

Lista de ações do IntegraPoli tinha itens como gravar 'bixetes lavando carro de camiseta branca'

Paulo Saldaña, de O Estado de S. Paulo,

05 Março 2013 | 14h27

O diretor da Escola Politécnida da USP, José Roberto Cardoso, pediu a interrupção temporária do evento IntegraPoli. Como o jornal O Estado de S. Paulo noticiou nesta terça, dia 5, estudantes e integrantes de movimentos feministas se revoltaram contra uma lista de uma gincana com itens machistas e desrespeitosos.

Cardoso encaminhou o seguinte e-mail aos alunos da Poli: "Devido às notícias publicadas na grande imprensa nesta data, as quais indicam que atitudes preconceituosas estão sendo praticadas, a Diretoria da Escola Politécnica da USP, declara INTERROMPIDAs as atividades do evento INTEGRAPOLI". O evento, no entanto, não deve ser cancelado definitivamente.

Ao Estadão.edu, o diretor ressaltou a tradição do evento e os trabalhos importantes de integração e doação de alimentos e roupas que são realizados. "Existe um trabalho importante, de modo que não podemos ter nada que seja errado e magoe as pessoas." Cardoso já conversou pela manhã com integrantes do Grêmio Politécnico, responsável pelo evento, e terá uma outra reunião à tarde para definir com os alunos o que será decidido.

A lista de ações do IntegraPoli tinha itens como "jogar elásticos em uma caloura de biquíni" ou gravar "bixetes lavando carro de camiseta branca". O mais polêmico, no entanto, era a menção em um vídeo de "inspiração" que sugeria que alunos se masturbem em um desconhecido. A lista foi alterada, mas nem todos os itens foram retirados.

Ainda nesta terça-feira, o Grêmio publicou nota na sua página no Facebook afirmando que interrompeu o IntegraPoli momentaneamente para que seja "analisado e verificado o que de fato ocorre". "Esperamos que, apesar do tumulto, tudo será devidamente esclarecido e o XXXII Integrapoli volte à seu curso normal. Acreditamos que o bom senso da Diretoria da Escola fará eco à opinião de nossos alunos que já se manifestaram favoráveis ao evento e indignados com tais acusações", diz o texto.

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