Dilma afirma que Enem terá duas edições em 2013

Medida estava prevista para ser implantada este ano, mas foi abortada pelo ministro Fernando Haddad, que criticou atuação do MPF

Estadão.edu, com Agência Brasil,

23 Janeiro 2012 | 22h14

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira que a partir de 2013 o Enem terá duas edições por ano. A medida estava prevista para ser implantada ainda este ano, mas foi cancelada pelo Ministério da Educação (MEC) na última sexta-feira.

 

Dilma comparou o exame ao Programa Universidade para Todos (ProUni), que já concedeu 1 milhão de bolsas de estudos. Para comemorar a marca, houve uma solenidade no Palácio do Planalto. A presidente disse, no evento, que o ProUni também teve que passar por aprimoramentos.

 

“O ProUni também teve que ter suas adaptações e suas melhorias. É assim que se faz política pública. Como eu faria o Ciências sem Fronteira, o ProUni e o Sisu (Sistema de Seleção Unificada) sem o Enem? Como seria o acesso democrático de todas as pessoas a essas oportunidades? Não seria”, disse Dilma.

 

Na solenidade, o ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que programas em larga escala, como o Enem, exigem "tempo de consolidação". "Você vai aprimorando até o momento em que supera as dificuldades e passa para outros desafios.”

 

Sobre o cancelamento das provas do Enem que seriam aplicadas em abril deste ano, Haddad afirmou que a decisão foi tomada em função das ações na Justiça contra o último exame, que teve questões vazadas para um grupo de estudantes cearenses. Segundo o ministro, os questionamentos judiciais, em especial os do Ministério Público Federal, não dão “tranquilidade” para que o processo seja aperfeiçoado.

 

“Toda semana nós tivemos uma ação judicial do Ministério Público defendendo uma tese diferente da semana anterior. Nós precisamos consolidar o marco regulatório. Se a cada semana tivermos que enfrentar um debate judicial sobre o que tem de prevalecer em um exame dessa envergadura, isso vai gerar uma instabilidade inadequada. Nenhum vestibular vive a pressão que o Enem vive”, disse Haddad, que deixa o cargo amanhã para se lançar candidato à Prefeitura de São Paulo.

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