'Dificuldade é no mundo inteiro', diz Alckmin após piora do ensino médio de SP

Governador comentou queda do ensino médio e estaganação do fundamental no Idesp

O Estado de S. Paulo

27 Março 2014 | 15h53

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) comentou na manhã desta quinta-feira, dia 27, o resultados do desempenho da rede estadual de São Paulo - que apresentou queda no ensino médio e estagnação nos anos finais do fundamental, como revelou o jornal O Estado de S. Paulo. "O ensino médio é uma dificuldade no mumdo inteiro", afirmou o governador pela manhã.

Os dados são do Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (Idesp). Ainda sem divulgação oficial, os dados foram obtidos com exclusividade pela reportagem.

Alckmin defendeu que o ensino técnico e em tempo integral são ações do governo que vão impactar na qualidade da etapa. Os índices do ensino médio da rede estadual se mantêm praticamente estáveis pelo menos desde 2010. Entre 2012 e 2013, o Idesp caiu de 1,91 para 1,836 nessa etapa.

Sobre a estagnação nos anos finais do fundamental (6º ao 9º ano), que ficou em 2,50 em 2013 e 2012, Alckmin alegou que a rede estadual recebe mutos alunos das prefeituras. O gvernador ressaltou a "melhora importante" no primeiro ciclo do ensino fundamental (1º ao 5º ano), que teve avanço de 4,28 para 4,42. "É o melhor índice de toda a série histórica", disse. A maior parte dos alunos dessa fase no Estado de São Paulo estão em escola municipais.

Apesar de o governador ter comentado os dados, a Secretaria de Estado da Educação ainda não divulgou os dados oficialmente e também não informou quando isso vai ocorrer. A reportagem pediu entrevista com o secretário de Educação Herman Voorwald mas às 16h não havia resposta.

O Idesp é calculado a partir do fluxo escolar e das notas nas provas de Português e Matemática do Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp). As notas médias das avaliações nas duas disciplinas também não foram divulgadas pela pasta.

O índice também é usado para calcular o bônus pago aos servidores da educação. A secretaria também não informou quando vai realizar o pagamento, o que deve ocorrer ainda em março. O bônus vai utilizar critérios socioeconômicos no cálculo do pagamento. No ano passado, o Estado pagou R$ 590 milhões de bônus.

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