‘Diferenças só começam a aparecer a partir dos três anos de parceria’

Entrevista com Lúcia Fávero, diretora-executiva da Parceiros da Educação

O Estado de S. Paulo

26 Julho 2010 | 11h23

Lucia Fávero, diretora-executiva da organização Parceiros da Educação, que faz a intermediação de boa parte dos acordos de parceria com a rede estadual de São Paulo, diz que os resultados da ajuda privada são mais sentidos nos anos iniciais do fundamental do que no ensino médio. Ela defende mudanças curriculares nesta etapa e afirma que o plano da entidade é traçar metas de desempenho para os colégios.

 

Como a senhora explica os resultados semelhantes das escolas com parcerias e sem parcerias no Enem?

 

Em um ano de parceria, a gente não observa muita mudança (nos resultados). As diferenças começam a aparecer a partir de três anos. Por isso, quando apresentamos proposta a um empresário, estimamos parceria em torno de cinco anos, para ele saber que esse é o prazo mínimo de resultados.

 

Os resultados das parcerias são piores no ensino médio.

 

De modo geral, o ensino médio enfrenta maiores dificuldades, desde a questão curricular até falta de professores. O curso é enorme e isso é um problema. Essa etapa tem de ser repensada. Muita coisa não faz parte do universo do jovem.

 

Quais as maiores dificuldades para iniciar uma parceria?

 

Em primeiro lugar, temos de ter a adesão do diretor. Se ele não aderir, não mobiliza os professores, não lidera. Em termos de ações, é feita uma avaliação no ano para o diagnóstico das necessidades. Levamos em conta todas as avaliações, mas fazemos a nossa própria. Há diretores que insistem em melhorias físicas, mas a prioridade é a formação dos professores e orientação dos alunos.

 

Como vocês avaliam se a parceria está dando certo?

 

Algumas coisas acertamos na entrada do parceiro. Não adianta assumir a escola por um ou dois anos. Agora, traçamos um plano de ações e metas com base no nosso diagnóstico. As escolas terão de superar metas de anos anteriores.

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