Diário de bordo de quem já fez cursos de curta duração no exterior

Estudantes e profissionais que já fizeram ou estão fazendo cursos de curta duração no exterior falam de suas experiências neste diário de bordo.

Estadão.edu

30 Novembro 2010 | 03h36

 

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- Nas férias, estudantes e profissionais buscam cursos de curta duração no exterior para incrementar formação

 

Queria um curso que  agregasse valor à minha pós. E acrescentou, por eu ter aprendido um vocabulário específico e conhecido um lado mais prático de business, em meio a outros  estrangeiros

 

"Fui para o West London College em busca de um curso que agregasse valor à minha pós-graduação em Gestão Empresarial. O  curso de um mês de negócios internacionais acrescentou, por eu ter aprendido vocabulário específico de inglês na área de negócios. Além disso, conheci um  lado mais prático de business, que era algo que a faculdade não me dava, além de entender melhor a maneira de fazer negócios em outros países. E, claro, tive  os benefícios de estar em contato com outras culturas, em um lugar que recebe gente do mundo todo. Optei pela Inglaterra por causa do idioma e também porque  queria ter a experiência de viver na Europa, pois eu já tinha passado pelos Estados Unidos, onde fiz intercâmbio. Comecei a me organizar com uns quatro meses  de antecedência e não tive contratempo. Recomendo, com certeza."

Bruna Kotzias, bacharel em Turismo e Hotelaria

 

Quando você sai de casa  para viajar, não vale a pena perder tempo pensando em saudade. Para aproveitar mesmo, tem de estar aberto a dizer ‘sim’

 

"Estou em Gana fazendo trabalho voluntário em uma ONG de educação. Sempre achei encantador viajar sozinho, apesar de ser amedrontador também. E também me encantei pelo desafio acadêmico. Em 2005, aos 13 anos, passei um mês na Universidade de Denver, estudando biologia e fisiologia humana, além de eletrônica. Meu foco era achar algo para estudar na faculdade. No ano seguinte, fiz um curso de um mês de alemão em Bad Dürkheim. Já em 2007, fui parar em Oxford, onde estudei escrita criativa e oratória. Foi a viagem em que mais me diverti. Também fiquei 30 dias em Stanford, na Califórnia. Agora me decidi por estudar Economia. Meus pais sempre deixaram tudo muito aberto. Depois da faculdade quero morar no Brasil, pois uma coisa que aprendi é que casa é casa."

Henrique Freitas, calouro do curso de Economia de Princeton

 

O idioma é o inglês,  não tem jeito, ou você se adapta ou vem uma onda e te engole. É preciso investir em você

 

"Minha primeira viagem ao exterior foi um intercâmbio de 30 dias na Argentina, em 2005. A fluência que adquiri na língua espanhola me trouxe a  oportunidade de passar quatro meses na filial chilena da empresa em que trabalho. Nas minhas férias deste ano, fui para San Diego. Era um sonho sentir os  ares da Califórnia. Fui focado 100% no idioma e acabei encontrando brasileiros, mas não fui muito gentil. Muita gente se desfoca do objetivo  principal. Foi uma experiência única, com palavras não saberia dizer. Quem sabe, com vários adjetivos: inesquecível, único, libertador."

Carlos Mazzutti, administrador de empresas formado pela PUC-SP

 

Você também aprende muito sobre você mesma, amadurece e acaba valorizando muito mais sua família e seus amigos

 

"Meu objetivo é fazer uma pós-graduação em Design e Tecnologia aqui em Nova York. Para ter 100% de aproveitamento do curso e também para as situações do dia a dia, optei por, antes, fazer um curso intensivo de inglês. É uma experiência que acho que todos deveriam ter pelo menos uma vez na vida. Estou completamente realizada. No começo, dá aquele medinho e insegurança, mas tudo vale muito a pena. É uma experiência única e fantástica, e mesmo as situações difíceis servem como lição. Eu, por exemplo, tive de ‘construir’ sozinha meus móveis, já que eles vêm completamente desmontados. Você também aprende muito sobre você mesma, amadurece e acaba valorizando muito mais sua família e seus amigos." 

Bruna Calheiros, graduada em Comunicação Social pela ESPM

 

Lá fora, pensam mais no  coletivo e você passa a ver as coisas de um outro modo. No trânsito, não precisa se preocupar com faixa de pedestres. Ninguém tenta passar a perna em  ninguém

 

"Em fevereiro deste ano, fiquei 15 dias imerso num curso de espanhol em Montevidéu. Escolhi o Uruguai por dois motivos, segurança e proximidade, além de ser mais barato e um pouco desconhecido. Trabalho como analista de sistemas e, além do inglês, não pedem outras línguas nesse segmento. Eu gosto de aprender para viajar e interagir com outras pessoas. No início de 2006, passei 30 dias na Nova Zelândia em casa de família e foi minha primeira vez no exterior. Foi uma bela escolha, pelo povo, paisagem e transporte público muito eficaz. Quando voltei, consegui um emprego que pedia inglês fluente para lidar com estrangeiros. Ajuda no currículo, dá mais confiança e faz bem para a autoestima."

Jorge Augusto Martins da Silva, analista de sistemas

 

Depois da 1ª viagem,  percebi como é necessário e vital falar um idioma. Quando você volta é que a ficha cai

 

"No dia 26 de dezembro, parto para a Índia, que é um país exótico e diferente, e tem um custo mais baixo do que vários países ocidentais que falam  inglês. Outro aspecto bem importante para mim é conhecer a parte espiritual e expandir meus conhecimentos de ioga. Acho que vou encontrar uma outra forma de enxergar o mundo, bem diferente da nossa cultura ocidental. É um lugar que eu já estudei bastante nos livros, agora preciso viver de verdade. Estou indo sozinho, meio que para desbravar uma nova cultura. Dá para explorar bastante nesses dois meses, com 4 horas de estudos e com dias livres para viajar e entrar na vida das pessoas. Já fiz um intercâmbio em 2004, no Alabama, nos Estados Unidos, por cinco meses, de dezembro a maio. Me fez entrar num mundo completamente diferente, mas valeu a experiência. Agora vai ser bem diferente."

Alexandre Costa, consultor de TI

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