DF e SP têm os menores índices de presença nas escolas

Alunos de São Paulo estão matando aula. O Estado ocupa a 20ª posição do índice de presença em sala de aula entre jovens de 15 a 17 anos, segundo estudo divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta terça-feira.A FGV criou o Ranking Nacional de Permanência na Escola, que inclui, além da presença, a jornada média e o índice de matrícula. Na média dos três índices, SP fica em segundo entre as 27 unidades da federação, atrás do Distrito Federal.No Estado, 87% dos jovens de 15 a 17 anos estão matriculados, a jornada média é de 4,4 horas por dia, e as faltas chegam a 4,6%. O resultado: índice de permanência de 72,9%. "A pesquisa mostra onde SP tem que fazer o dever de casa para assumir a liderança: o problema é de presença em sala, de faltas", disse o pesquisador Marcelo Neri, coordenador do estudo.No Distrito Federal, 86% dos jovens nessa faixa etária estão matriculados, a jornada média é de 4,9 horas e 3,3% das aulas foram perdidas. O índice de permanência ficou em 81,4%, o maior do País. "Não por acaso teve o melhor desempenho do Enem. Belo indicador de que mais tempo na escola é importante" avaliou Neri. A pesquisa inclui o ensino público e privado. É baseada em dados do suplemento educacional da última PNAD.BolsaO estudo mostra que 18% dos jovens na faixa de 15 a 17 anos não freqüentam a escola, e o principal motivo é a falta de vontade. "8% deles afirmam isso, outros 4% trabalham", disse o pesquisador. Ele afirmou considerar "louvável" a intenção do governo federal de estender o Bolsa Família à faixa de 15 a 17 anos, mas disse que não basta. "Uma coisa é certa: aqui o Bolsa Família não está chovendo no molhado, porque de 7 a 15 as crianças já estavam na escola. É uma condição talvez necessária, mas não suficiente. Mais do que estender o Bolsa Família, é preciso revolucionar a escola, para que ela consiga atrair o jovem. Além disso, a bolsa pode potencializar matrícula e presença, mas como fazer em relação à jornada?"O Rio é líder em matrículas de jovens de 15 a 17 anos, mas fica em 6.º colocado quando é avaliada a jornada e a presença. No Estado, 88% dos jovens estão matriculados, a jornada média é de 4,2 horas diárias e o índice de faltas é de 3,2%. "O aluno está matriculado, falta pouco, mas a jornada de estudo é pequena". O Estado é o terceiro no ranking de permanência (72,2%), seguido por Espírito Santo (69,4%), Minas Gerais (68,3%), Goiás (66,1%), Amapá (65,4%), Sergipe (58,5%), Rio Grande do Norte (57,3%), Mato Grosso do Sul (57,1%), Piauí (56,9%), Pará (56,6%), Amazonas (55,8%), Paraná (55,6%), Paraíba (55,5%), Rio Grande do Sul (55,4%), Bahia (54,9%), Roraima (54,7%), Alagoas (53,1%), Pernambuco (52,8%), Tocantins (52,6%), Santa Catarina (51,6%), Ceará (51%), Mato Grosso (48,9%), Maranhão (48,9%), Rondônia (48,5%), Acre (47,4%). A pesquisa está disponível na internet: www.fgv.br/cps/pesquisas/educa

Agencia Estado,

03 de abril de 2007 | 20h45

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