Arquivo pessoal
Arquivo pessoal

Determinação para um objetivo: entrar no curso de Medicina

Aluna de cursinho, Beatriz Collaço de Araújo se formou no ensino médio busca uma vaga nas concorridas universidades públicas

Fabio Mazzitelli, Especial para o Estado

27 Outubro 2015 | 12h10

SÃO PAULO - Há três anos, Beatriz Collaço de Araújo, de 20 anos, formou-se no ensino médio de uma escola particular da zona oeste de São Paulo. Desde então, persegue o sonho de ser médica. Aluna do Anglo Vestibulares, estuda praticamente em período integral. De manhã, assiste às aulas e à tarde segue debruçada sobre as apostilas, na sala de estudos do cursinho. Tudo com o celular desligado, para manter o foco.

“É cansativo, mas quero muito. Desde antes de entrar no ensino médio, queria ser médica”, lembra a estudante, que busca uma vaga nas concorridas universidades públicas. “Não tenho como arcar com um curso de Medicina em uma particular.”

Beatriz vai tentar o ingresso nas instituições paulistas: Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Faculdade de Medicina de Marília (Famema) e Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp).

Os anos de cursinho, na visão da estudante, estão ajudando na preparação para os exames e também na manutenção de uma rotina disciplinada. “Tenho de vir para casa e dormir oito horas. Se não fizer isso, não fico bem no dia seguinte”, afirma Beatriz, que também participa de cursos extras, como as oficinas de Redação do professor Aníbal Telles. “Isso tem ajudado bastante. A cada ano que a gente faz o cursinho fica mais preparada. Eu chego mais confiante (ao vestibular).”

Para o coordenador-geral do Anglo, Paulo Moraes, a maioria dos estudantes que procuram cursinho pré-vestibular é determinada. “A pressão é grande, mas são alunos que não se abalam facilmente. Em geral já sabem o que querem”, afirma Paulo, fazendo questão de pontuar a diferença em relação à dinâmica das escolas. “Colégio é um processo de educação, é diferente. A proposta do cursinho é que o estudante passe na universidade.”

Além de manter a disciplina e o foco, o coordenador do cursinho acredita que é importante o jovem encarar a rotina de aprendizagem com prazer. “O estudante que leva como sacrifício não entendeu o processo. Na hora em que enxergar como gratificante (o estudo), vai fazer o que gosta e tem mais chance de passar.” 

 

Mais conteúdo sobre:
Medicina Vestibular Enem Fuvest

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.