Desenvolvimento infantil: propostas para integração de políticas

Segunda edição da Série de Diálogos O Futuro se Aprende sobre Desenvolvimento Infantil traz propostas para a integração de políticas na área da primeira infância

Portal Porvir,

03 Outubro 2012 | 09h24

Os debates da segunda edição da Série de Diálogos O Futuro se Aprende sobre Desenvolvimento Infantil, com o secretário de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Ricardo Paes de Barros, geraram diversas proposições. Esta edição traz as propostas dos participantes para a integração de políticas na área da primeira infância.

O que disse o secretário:

“Hoje temos uma quantidade enorme de políticas para primeira infância.”

“Precisamos integrar essas políticas. Fazer com que funcionem como um sistema.”

“A integração tem que acontecer em nível local, para conseguirmos dar uma atenção integral, individualizada e personalizada a cada criança.”

Propostas dos Participantes:

 “Articulação de políticas públicas, considerar a criança como um ser único, a partir do qual as políticas devem ser integradas.”

Gisela Wajskop, do Instituto Singularidades

“Integração de políticas públicas da saúde, educação e assistência social, guardados os contextos e as necessidades de cada uma delas.”

Ângela Danemann, da Fundação Victor Civita

“Desmistificar intersetorialidade como uma ação que prejudica um ou outro setor. Uma boa creche é aquela que trabalha com as famílias, as unidades de saúde, a comunidade.”

Silvia Zanotti, do United Way Brasil

“Focar não só na educação, mas também no aspecto da saúde.”

José Luiz Setúbal, da Fundação Hospital Infantil Sabará

“Um programa integrado com a área de saúde porque é nessa área que estão as gestantes e as crianças durante o primeiro ano de vida.”

Sandra Grisi, da FMUSP / Instituto da Criança

“Os primeiros mil dias, desde a concepção até completar dois anos de idade, são considerados uma fase extremamente crítica e fundamental.”

Roberto Sato, da Nestlé

“Trabalhamos com crianças que têm dificuldade para aprender e é muito comum que elas e suas famílias sejam referenciadas e contra-referenciadas para educação e saúde.  Acreditamos nas ações locais, mas sempre intersetoriais e envolvendo a família necessariamente.”

Mônica Weinstein, do Instituto ABCD

Confira o vídeo completo com as propostas dos participantes:

“A ampliação do número de creches para atendimento das crianças de zero a três anos e que estes espaços estejam nas localidades mais carentes e sejam tratados profissionalmente. Não dá para ser dogmático em relação ao atendimento às crianças. Nenhum setor é dono delas, mas elas definitivamente têm direito a um atendimento de qualidade.”

Maria do Pilar Larceda, da Fundação SM

“A reunião dos diversos conselhos estaduais e municipais de saúde, educação, assistência, conselhos de direitos, para levantar o tema, para fazer advocacy em relação à promoção dos direitos da primeira infância.”

Gabriela Aratangy Pluciennik, da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal

“O que eu tenho visto nos municípios é que conseguimos dialogar com o poder público no que se refere à saúde, à educação, à assistência social, mas quando a proposta é discutir a questão do direito a brincar, não há espaço. O investimento social privado deve levantar essa questão do direito a brincar como algo fundamental para o desenvolvimento infantil.”

Juliana Saliba de Thomazo, do Instituto Camargo Corrêa

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