Descoberta mais uma fraude no sistema de cotas da UFBA

O segundo caso de fraude no sistema de cotas raciais da Universidade Federal da Bahia (UFBA) foi confirmado nesta segunda-feira. O estudante Iano Matos Chacha, do curso de Medicina, que prestou vestibular em 2005 como descendente de índios, apresentou diploma e histórico escolares do ensino médio falsos. A UFBA reserva 45% das vagas do seu vestibular anual para o sistema de cotas, das quais 43% são para afrodescendentes e 2%, para descendentes de índios. Só pode se beneficiar, contudo, quem estudou exclusivamente na rede pública de ensino.Em janeiro, o Procurador da Cidadania Sidney Madruga, do Ministério Público Federal em Salvador, conseguiu identificar a primeira fraudadora, Tatiane Brito, também do curso de Medicina, que se inscreveu como afrodescendente e apresentou certificados falsos de escolas públicas, quando em realidade cursou o ensino médio em escolas particulares. Ela teve sua matricula cancelada e está sendo processada. É o que deve ocorrer com Iano Chacha. Ele foi denunciado por uma carta anônima enviada à universidade da sua cidade natal. Quando a Procuradoria Jurídica da UFBA solicitou, à Secretaria de Educação da Bahia, informações sobre se Chacha havia estudado em escolas do Estado ou do município, a resposta foi negativa. Seu nome não foi encontrado no cadastro geral dos alunos matriculados.

Agencia Estado,

06 de fevereiro de 2006 | 18h34

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