Deputados vão à Bolívia analisar situação de estudantes brasileiros

Dos 16 mil alunos brasileiros matriculados em universidades bolivianas, 90% são da região amazônica

Agência Câmara

23 Novembro 2011 | 16h06

Um grupo de deputados federais da Comissão de Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional viaja nesta quinta-feira, 24, para Cochabamba e Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, para analisar a situação de estudantes brasileiros.

A comissão recebeu reclamações dos estudantes de Medicina de que o governo boliviano estaria exigindo a fixação de residência para poderem continuar os estudos.

Os parlamentares vão avaliar as condições de vida desses estudantes e reafirmar acordos entre Brasil e Bolívia para regularizar os diplomas, principalmente do curso de Medicina, o mais procurado por brasileiros.

O presidente da comissão, deputado Gladson Cameli (PP-AC), que lidera a comitiva, disse que é preciso cobrar do governo boliviano o cumprimento dos acordos fechados a favor dos estudantes, até porque é interessante para a economia da Bolívia o ingresso dos brasileiros nas universidades de lá.

Dos 16 mil alunos brasileiros matriculados em universidades bolivianas, 90% são da região amazônica (Acre, Rondônia, Roraima e Amazonas).

Segundo o deputado Gladson Cameli, não faz sentido obrigar residência fixa para estudantes do Brasil que moram na fronteira, como as cidades de Brasiléia, no Acre, e Cobija, na Bolívia, separadas por uma ponte.

O grupo de deputados viaja acompanhado de uma diplomata e vai se reunir na sexta-feira (25) com o secretário nacional de Educação da Bolívia. A comitiva se encontra também com representantes dos alunos e com a direção de três universidades bolivianas.

Também integram a comitiva os deputados Raul Lima (PSD-RR), Marcio Bittar (PSDB-AC) e Miriquinho Batista (PT-PA), além de dois deputados estaduais do Acre e um vereador.

Os parlamentares vão elaborar um relatório para ser entregue aos ministérios de Relações Exteriores e da Educação.

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