Depoimentos sobre vazamento de redação começam na PF em Juazeiro

Professor e estudantes envolvidos falam na condição de 'testemunhas' na PF em Juazeiro (BA); vazamento teria ocorrido em São Raimundo Nonato

Tiago Décimo - Enviado especial a Petrolina, Estadão.edu

10 Novembro 2010 | 15h36

O professor de redação Marcos Freire, do cursinho Geo Petrolina, afirmou que um dos estudantes que o procurou teria recebido o tema da redação do Enem na madrugada de sábado para domingo em telefonema de um amigo de São Raimundo Nonato (PI). As cidades ficam 350 km distantes uma da outra. A Polícia Federal em Juazeiro (BA) afirma que só divulgará os depoimentos após todos os envolvidos serem escutados.

 

Freire, que na manhã desta quarta-feira depôs na Polícia Federal (PF) em Juazeiro, revelou que o estudante Eduardo Ferreira Affonso Junior, de 21 anos, teria lhe perguntado "o que teria a dizer sobre trabalho e escravidão". Em seguida, o estudante teria revelado saber que o tema da redação do Enem seria esse.

 

O estudante é da cidade de Remanso (PI), distante 60 km de São Raimundo Nonato. Segundo o professor, o estudante perguntou ‘o que eu teria a dizer a sobre trabalho e escravidão?’. Em seguida Eduardo relatou a Freire que o tema escolhido seria este. 

 

Nivaldo Barreto, coordenador do cursinho que também depôs na PF, afirmou não ter dado importância à questão naquele momento.

 

A Polícia Federal ressaltou que todos os envolvidos no caso serão ouvidos na condição de testemunhas. A PF só instaurará inquérito caso as versões oferecidas gerem "subsídios suficientes".

 

O Ministério da Educação (MEC) mantém a informação de que as provas aplicadas nos municípios de São Raimundo Nonato (a 270km de Petrolina) ficaram na cidade pernambucana, no quartel do 72º Batalhão de Infantaria Motorizado.

 

O Enem está suspenso por decisão liminar da Justiça Federal do Ceará. O Ministério não cogita o cancelamento do Enem.

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