Demanda por empreendedorismo muda perfil das escolas de Comunicação

Mercado saturado transforma cursos; currículos de Jornalismo e Relações Públicas foram adaptados em 2013

Estadão.edu

22 Abril 2014 | 10h08

Com mercados saturados e o surgimento de novas plataformas na internet, uma das principais tendências na área de comunicação é o empreendedorismo. Startups e novos negócios informais nascem, em todo o mundo, já nos bancos das próprias universidades.

As mudanças nos currículos das graduações de Jornalismo e de Relações Públicas, aprovadas no ano passado pelo Conselho Nacional de Educação, já pedem que o tema faça parte da grade curricular dessas áreas. O primeiro curso de Jornalismo a adotar as novas regras, neste ano, foi o da Universidade Regional de Blumenau (Furb). “A discussão de incorporar esse tipo de disciplina foi trazida pelo próprio mercado, pela importância de ter uma linha de atuação para além dos mercados tradicionais”, afirma a coordenadora do curso, Roseméri Laurindo.

Para a diretora da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (USP), Margarida Kunsch, hoje o aluno atua principalmente como autônomo, microempresário ou freelancer. “A ideia de que se iria para uma grande empresa passou a ser uma raridade. Agora, são poucos os que conseguem trabalhar nesses locais, porque os empregos são poucos.”

Depoimento - Luiz Bolognesi, cineasta

“Fui parar por acaso (no cinema). Como jornalista, comecei a fazer roteiros de vídeos institucionais. Embalado pela dinâmica contagiante entre roteiros e vídeo, resolvi fazer um curta-metragem. Quando vi, tinha virado cineasta. Meu olhar para o cinema é antropológico. Na prática, isso significa que, em vez de projetar meus valores nas histórias, procuro entender o valor que as coisas têm na visão do grupo retratado. Isso significa a possibilidade de construir personagens mais consistentes, com alteridade.”

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