Nilton Fukuda/Estadão<br>
Nilton Fukuda/Estadão<br>

Déficit da USP deve chegar a R$ 1,25 bi ao fim do ano

Valor de déficit atualizado já é 117% mais alto do que o previsto; baixa arrecadação do ICMS influenciou o cenário mais pessimista

Victor Vieira, O Estado de S. Paulo

21 Outubro 2014 | 03h00

A Universidade de São Paulo (USP) terminará o ano com déficit de R$ 1,25 bilhão, de acordo com as últimas estimativas feitas pela reitoria. Apesar da crise nas três estaduais paulistas, a USP será a única que fechará o ano no vermelho.

No orçamento aprovado em fevereiro, a administração estimava gastar R$ 574 milhões das reservas para pagar salários e bancar outros custos de manutenção. O valor de déficit atualizado já é 117% mais alto do que o inicialmente previsto.

A baixa arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) influenciou o cenário mais pessimista. A USP recebe cerca de 5,03% do que o Estado recolhe desse imposto, mas o tímido desempenho da economia prejudicou os repasses nos últimos meses. A reitoria também aponta o reajuste salarial de docentes e funcionários como outra causa da piora nas contas.

Na reserva financeira da USP, atualmente usada para bancar parte das remunerações, deve sobrar R$ 1,53 bilhão ao fim deste ano, segundo prognósticos da administração. Em junho de 2012, havia R$ 3,61 bilhões.

O atual reitor, Marco Antonio Zago, atribui o descontrole financeiro às contratações e ao plano de carreira para servidores aprovado na gestão passada. João Grandino Rodas, o dirigente anterior, afirma que havia disponibilidade orçamentária para as medidas à época.

Pelo equilíbrio. Embora em situação menos apertada que a USP, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp) também gastam quase todas as receitas com a folha. As duas instituições não preveem, contudo, déficit para este ano.

USP, Unicamp e Unesp votarão seus orçamentos entre outubro e dezembro em seus conselhos universitários, órgãos máximos de cada instituição. Outras medidas para frear despesas serão discutidas. 

Mais conteúdo sobre:
Educação USP crise

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.