Deficientes auditivos reclamam da falta de intérprete de Libras no Recife

Mãe de uma das inscritas chegou a procurar o Ministério Público para reclamar

Monica Bernardes, Especial para o Estadão.edu

06 Novembro 2010 | 14h33

No Recife, pelo menos dois inscritos no Enem, portadores de deficiência auditiva, procuraram a organização do concurso para queixar-se da ausência de interprete de Libras nas salas onde prestaram exame.

 

"É muito despreparo. Minha filha informou ser deficiente auditiva quando fez a inscrição e garantiram que haveria o acompanhamento de interpretes, mas nada disso aconteceu. Ela ficou tão nervosa que acabaram me chamando para ajudar a repassar as explicações para ela", disse Inês Dutra, mãe de um dos estudantes.

 

A outra mãe, que preferiu manter a identidade sob sigilo, chegou a procurar o Ministério Público Estadual, mas foi orientada a recorrer ao Ministério Público Federal, por se tratar de um exame de competência da União.

 

O Enem substituirá no Estado a primeira fase do vestibular da Universidade Federal de Pernambuco e servirá como seleção única para as Universidades Federais Rural de Pernambuco e do Vale do São Francisco (Univasf). O bom desempenho no teste também garante acesso ao Instituto Federal de Pernambuco (antigo Cefet-PE).

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