DCE do Mackenzie discorda de carta de líder religioso contra aprovação da lei anti-homofobia

Segundo representante dos alunos, ambiente universitário deve ser 'aberto à diversidade'

Carlos Lordelo, Estadão.edu

17 Novembro 2010 | 14h50

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Presbiteriana Mackenzie discorda do manifesto escrito pelo líder religioso da instituição, Augustus Nicodemus Gomes Lopes, que orienta a comunidade acadêmica a se posicionar contra a aprovação do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/2006 - conhecida como 'lei anti-homofobia'.

 

Segundo o secretário geral da gestão Hybridaº, o estudante do 6º semestre de Jornalismo Gustavo Di Lorenzo, de 20 anos, o DCE considera "um erro" do chanceler "colocar sua opinião como sendo a da universidade". "O manifesto vai de encontro ao que pensam os alunos e até mesmo os professores do Mackenzie. O ambiente universitário, como palco do desenvolvimento social e cultural, tem de ser aberto à diversidade", afirmou.

 

Os alunos devem se reunir ainda nesta quarta-feira, 17, para deliberar se realizam atos de protesto. Na rede social Facebook, internautas já combinam uma manifestação às 16h30 da próxima quarta-feira, 24, em frente ao câmpus do Mackenzie na região central de São Paulo.

 

"Somos a favor da aprovação do PL 122. Qualquer manifestação preconceituosa e contrária à diversidade deve ser punida", disse Di Lorenzo.

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