Data pode impedir que judeus e adventistas façam o Enem

Religiões têm restrições para a escrita até o anoitecer de sábado, dia sagrado e data prevista para o exame

Bruna Tiussu, especial para O Estado de S. Paulo

25 Maio 2009 | 19h28

Enquanto vestibulandos de todo o País discutem as mudanças do Enem, alunos judeus e adventistas temem ser impedidos de prestar o exame, por motivos religiosos. A proposta inicial do Inep é realizar as provas em 3 e 4 de outubro, sábado e domingo, à tarde. Mas tanto judeus ortodoxos quanto adventistas são proibidos de escrever até o anoitecer de sábado, dia sagrado.   Alunas do colégio Iavne: divididas entre a religião e o Enem (foto: Antonio Milena/AE)   A opção dada pelo Inep aos chamados candidatos sabáticos é a de que entrem nos locais de prova e fiquem em salas reservadas até o por do sol, quando começariam o exame. Líderes adventistas já concordaram com a proposta, mas os judeus não: o domingo do Enem cai no feriado do Sucot, quando valem as mesmas restrições do sábado.   "O Brasil sempre soube considerar a diversidade das pessoas, deveria continuar assim. Esse é um caso de desrespeito", diz Rebeca Serur, de 17 anos. Se a data não mudar, ela e outros 40 alunos do colégio Iavne, nos Jardins, São Paulo, deixarão de fazer o exame. "Prefiro estudar mais para compensar a falta da nota do Enem na Fuvest", diz Mike Khafif, de 16 anos.   A Confederação Israelita requereu a mudança das datas. O presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, não vê saída possível. "Há feriados em sequência. No domingo antes do Sucot tem o Yom Kippur (Dia do Perdão)." No domingo seguinte ao do Enem, cai o feriado de Simchat Torá. "Jogar o exame três semanas para frente ou para trás inviabilizaria o Enem", diz Fernandes.

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