José Patrício/AE
José Patrício/AE

Data do Enem 2011 deve ser anunciada 'em breve', diz Haddad

Em audiência em São Paulo, o ministro da Educação defendeu a valorização dos professores

Wladimir D'Andrade, Agência Estado

13 Abril 2011 | 20h22

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira, 13, que o governo deve anunciar em breve a data do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011. Haddad não falou em mudanças que, segundo ele, dependem de outros órgãos, como os Correios e a Polícia Militar.

 

Sobre possíveis melhoras no processo seletivo, o ministro limitou-se a dizer que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão ligado ao MEC responsável pelo Enem, tem uma equipe permanente para "blindar" o exame.

 

Segundo Haddad, os erros ocorridos nas últimas edições da prova se devem a uma "infelicidade" na contratação das gráficas. Em 2009, houve vazamento da prova e, em 2010, problemas de impressão.

 

Professores. Durante audiência pública na Assembleia Legislativa de São Paulo, o ministro afirmou que considera "crucial" a valorização dos professores no novo Plano Nacional de Educação (PNE). "Nós tivemos a coragem de fixar uma meta de formação dos docentes como responsabilidade do Estado. O professor tem direito a formação continuada", disse.

 

Entre as 20 metas estabelecidas pelo plano, quatro se referem à formação e à remuneração do magistério. A Câmara dos Deputados instalou hoje uma comissão especial para a análise do PNE, que deve ser votado no segundo semestre.

 

Haddad destacou ainda a aprovação do piso nacional dos professores, mas lembrou que o salário médio no ensino equivale a 60% da remuneração média de outros profissionais com formação superior. "Se nós quisermos valorizar a educação no País, não temos como dissociar o debate dos trabalhadores da educação", disse.

 

Na avaliação do ministro, a questão salarial é um dos principais motivos para o déficit de professores na rede educacional, uma vez que, segundo ele, 277 mil docentes são formados todos os anos, número que seria suficiente para suprir a demanda nas escolas públicas. "O número de licenciados cresce sistematicamente, mas esses profissionais são muito disputados pelo mercado de trabalho", disse. "A escola precisa ser atraente, do ponto de vista da remuneração. Sem isso, não existe mágica, não vamos prosperar."

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