Sérgio Castro/Estadão
Sérgio Castro/Estadão

Cursos de saúde incorporam tecnologia e se preocupam com envelhecimento da população

Receio é de que avanços tecnológicos não sejam acompanhados de atendimento humanizado e relação médico-paciente esfrie

Estadão.edu,

22 Abril 2014 | 03h00

O envelhecimento da população brasileira tem pautado as discussões nos cursos de graduação ligados à área de saúde. Na Medicina, por exemplo, o tratamento aos idosos já não é mais exclusividade dos geriatras. Os cursos também passam a incorporar novas tecnologias, com o desafio de transformá-las em aliadas de um tratamento mais humanizado.

Para o diretor da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Antônio Carlos Lopes, a boa formação é holística. "Isso contempla o bom atendimento para o idoso em todas as áreas", diz. Lopes critica a inserção de aparatos tecnológicos na profissão. "Algumas técnicas esfriaram a relação. Na mão de um médico mal preparado é um perigo", diz.

Na Psicologia, os profissionais passam a dar mais atenção para os idosos que vão para casas de repouso. "É preciso lidar não só com transformações da vida, mas com a internação do idoso", diz a coordenadora do mestrado em Psicologia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Inara Leão. Ela destaca ainda a preocupação com grupos e não só com os indivíduos. "O psicólogo vai trabalhar, provavelmente, com escola e não mais com um aluno, assim como há cada vez menos espaço para abrir um consultório e uma tendência de trabalhar com políticas públicas e em empresas", afirma.

Depoimento - Carla Sarni, presidente da Sorridents

"Me formei em Odontologia em 1995 na Unifenas. Meu objetivo era praticar preço justo e bom serviço. Mudei para São Paulo e fui trabalhar em uma clínica na zona leste da cidade. Fomos aumentando a clientela e abrimos franquias em 2005.Hoje, são 197 unidades em 24 Estados. Para ter sucesso, precisa de paixão pelo que faz e humildade para reconhecer os erros."

Mais conteúdo sobre:
Fóruns Estadão Brasil 2018

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.