Cursos de férias ajudam na escolha profissional

Formações rápidas e introdutórias podem ser o primeiro passo para fazer contatos profissionais

Marina Azaredo, O Estado de S. Paulo

26 Novembro 2013 | 01h00

Um curso de férias mudou o destino do fotógrafo Arthur Vahia, de 24 anos. Ele tinha 19 anos e cursava Engenharia Elétrica na Faculdade de Engenharia São Paulo (Fesp), quando decidiu fazer um workshop de fotografia nas férias. “Eu nem tinha câmera naquela época, mas uma amiga me levou e aquilo deu uma iluminada na minha cabeça”, conta.

Depois de um ano, ele largou Engenharia e foi estudar Fotografia na Universidade Paulista (Unip). A faculdade não foi adiante – Arthur resolveu abandonar o curso depois de dois semestres –, mas a profissão ficou. Hoje, ele trabalha com eventos, desfiles e fotografia de moda. “Sempre tive um lado artístico e percebi que poderia me expressar por meio da fotografia. Então, resolvi arriscar”, lembra Vahia.

Para quem ainda está em dúvida sobre qual profissão seguir, a boa notícia é que as férias de verão estão chegando e não faltam opções de cursos em São Paulo, em universidades ou escolas de cursos livres.

“Quem faz um curso de férias normalmente escolhe uma área de seu interesse, que lhe dê prazer. E é possível descobrir algo significativo ao fazer um curso rápido”, diz Valério Arantes, professor do Departamento de Psicologia Educacional da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A estudante de Negócios da Moda Caroline Kanesaki Ishii, de 20 anos, sempre soube que gostava do assunto, mas foi nas últimas férias de julho que ela decidiu qual área seguir dentro da profissão. “Fiz 12 cursos na Escola São Paulo. Foi um mês que abriu muito a minha mente. Um dos cursos foi Produção de Moda, que eu nem sabia que existia. Hoje, trabalho com isso”, diz ela, que é produtora de moda de uma assessoria de imprensa.

Entre os cursos que Caroline fez estão Vitrinismo Personal Shopper, Web Writing e Fotografia de Moda. Além do aprendizado, ela conta que a experiência lhe proporcionou novas amizades e uma extensa rede de relacionamentos. “Eu chegava às 7h à escola e ia embora às 22h. Além dos amigos, fiz contatos profissionais importantes. Foi por meio de um desses contatos que consegui emprego”, lembra.

Inspiração. A idealizadora da Escola São Paulo, Isabella Prata, conta que há muita gente buscando “se encontrar” na escola. “Temos alunos que estão pensando em estudar Cinema e vêm fazer algum curso antes para conhecer mais a área, por exemplo.” Por isso, ela acaba recebendo muitas visitas de pais de alunos. “Quando um casal de médicos tem um filho que quer ser fotógrafo, é natural que exista essa preocupação. Então eles vêm averiguar o conteúdo dos cursos”, diz. De acordo com ela, os cursos de férias são procurados principalmente por três perfis de pessoas: quem está interessado em cursos mais rápidos, quem está passando férias em São Paulo e o paulistano que prefere ficar na cidade durante o período de descanso.

Entre opções como Gastronomia, Escrita Criativa, Fotografia, Ilustração e Moda, muita gente pode acabar “se encontrando”. “Um curso rápido pode ser uma fonte de informação para quem quer saber mais sobre uma área. Além do conteúdo, conhecer pessoas da área também ajuda na hora de decidir um rumo profissional”, recomenda Fabiano Silva, professor de Orientação Profissional do Mackenzie.

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