Curso superior não garante emprego imediato na China

A perspectiva é que 60% dos estudantes chineses que concluírem o curso superior este ano não encontrem emprego a curto prazo, informou nesta segunda-feira a agência oficial de notícias Xinhua.O número de graduados em 2006 chegará a 4,13 milhões, e é 22% maior que o registrado em 2005, quando já houve vários problemas de incorporação ao mercado dos estudantes de nível superior.ObstáculosDesses 4,13 milhões, espera-se que 2,4 milhões não encontrem emprego pelo menos pelos próximos dois trimestres do ano, segundo o estudo feito pela Comissão Nacional de Desenvolvimento."É difícil criar grandes quantidades de postos de trabalho devido ao ritmo de produção, aos atritos comerciais (com outros países) e à valorização do iuane", analisou o vice-ministro de Trabalho e Previdência Social, Zhang Xiaojian.Os estudantes chineses sofrem grandes pressões por parte de seus pais e professores para entrar na universidade, já que só uma pequena parte deles (menos de 20%) poderá ingressar nos centros de ensino superior.Estima-se que a China tem 14 milhões de trabalhadores a mais do que o necessário nas áreas urbanas, embora esse número possa ser maior, caso sejam contabilizados índices de desemprego na zona rural. O governo de Pequim não costuma divulgar de forma completa esses índices.

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