Cursinhos elogiam nível de dificuldade da prova de matemática do Enem; Anglo pede anulação de uma questão

Para o Anglo, faltou informação no enunciado do teste 165 do caderno azul

Carlos Lordelo, do Estadão.edu, e Ocimara Balmant, de O Estado de S. Paulo,

04 Novembro 2012 | 21h09

Apesar de elogiar a qualidade da prova de matemática do Enem, aplicada neste domingo, 4, o Anglo defende a anulação da questão 165 (caderno azul). Segundo o coordenador geral do cursinho, Luís Ricardo Arruda, o enunciado do teste deveria dizer que a pirâmide da figura é regular - desta maneira, segundo ele, a projeção do vértice E cairia no centro da base (veja abaixo).

"Como falta essa informação, a pergunta pode ter duas alternativas corretas: B ou C", diz Arruda. "As questões do Enem não são pré-testadas? Será que ninguém notou isso?"

 

Para ele, a resposta C é a mais correta "por intuição". "Mas em matemática isso não existe. Não podemos fazer concessão com o descaso dos examinadores", afirma o professor. No entanto, segundo Arruda, a prova deve receber uma "nota 8". "Ela teve dificuldade média e tempo para resolução adequado."

 

Em geral, os professores de cursinhos gostaram de encontrar enunciados mais curtos que o de costume. Mais uma vez, porém, disseram que faltou conteúdo.

 

"A prova exigiu muita leitura de gráficos, imagens e tabelas. Por outro lado, abordou assuntos que pediam fórmulas muito básicas, como de cálculo de área e de volume", diz o coordenador de matemática do Objetivo, Giuseppe Nobilioni. Para ele, os itens 146 e 173 do caderno amarelo tinham problemas no enunciado. "Algumas coisas não ficaram muito claras, embora o aluno consiga encontrar as respostas."

 

Ainda de acordo com Nobilioni, os professores do Objetivo resolveram ser "condescendentes", apesar de lamentarem mais cobrança de conteúdo no exame. "Mas fiquei satisfeito com a prova."

 

Já o coordenador do Etapa Marcelo Dias Carvalho diz que não houve problemas em relação ao conteúdo. "Um ponto a ressaltar foi a cobrança mais específica de multiplicação de matrizes, o que não era tradição no Enem."

 

Para o diretor pedagógico da Oficina do Estudante, Célio Tasinafo, a prova de matemática "acompanhou a tendência das outras, com exceção da de Linguagens e Códigos". "Os enunciados estavam mais enxutos e úteis. Eram fundamentais para resolver as questões."

 

Segundo Tasinafo, os cálculos exigidos eram "mais simples e redondos". Por fim, disse que a prova estavam "bem distribuída" no que se refere aos conteúdos e à dificuldade dos itens.

 

* Atualizada às 21h40

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