Cursinhos e consultoria ajudam na preparação para MBAs no exterior

Mais pesada do que nos vestibulares, a fase que antecede as seleções de MBAs internacionais envolve ansiedade e horas de estudo. Pouco acostumados com o modelo americano – que exige currículo, cartas de intenção, recomendações e entrevistas, além da prova de inglês e matemática –, os brasileiros recorrem a cursos preparatórios ou consultorias.

Victor Vieira e Guilherne Soares DIas, Especial para o Estado

26 Novembro 2013 | 01h00

Uma das primeiras preocupações é decidir quais são a escola e o curso mais indicados. Se o perfil é de liderança, por exemplo, a Universidade Harvard é apontada como uma das melhores. Para quem foca inovação, o Massachusetts Institute of Technology (MIT) é mais indicado.

Não existe número ideal de aplicações. O diretor do curso preparatório MBA House, Marcelo Ramos, recomenda tentar entre quatro e sete. “Se for aceito em três ou quatro delas, aumenta-se o poder de negociação para descontos”, afirma. Quem se prepara para uma escola, segundo ele, já fez quase todo o esforço necessário para tentar outra.

Outra dor de cabeça é o Graduate Management Admission Test (Gmat), que mede habilidades em língua inglesa e matemática. “O formato da prova causa estranheza e o desempenho depende muito da cultura geral da pessoa”, diz Ramos. Embora não haja nota de corte, o resultado é usado pela instituição para decidir se o executivo será chamado.

Para certificar o domínio de inglês, o teste mais recomendado é o Toefl, aceito na maioria dos casos. Já no essay, espécie de carta de intenção em que o candidato apresenta o currículo e suas perspectivas profissionais, é bom destacar características positivas e relacioná-las ao perfil do curso.

“Os preparatórios auxiliam no passo a passo e nos forçam a ter disciplina”, conta Luiz Baia, que estudou sem abandonar a rotina corrida em uma empresa de mineração. Baia, à espera da resposta de três universidades, até viajou aos Estados Unidos para conhecer os cursos. A troca de experiências, na internet ou com colegas, também ajuda no preparo e para aliviar a tensão.

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