Cursinhos acham penúltima prova da 2ª fase da Unicamp "detalhista" e sem erros

A prova de História foi considerada a mais difícil desta segunda-feira, com perguntas que exigiam conteúdos específicos na maioria das questões

Bárbara Ferreira Santos, Estadão.edu

13 Janeiro 2014 | 20h07

Para os professores dos principais cursinhos de São Paulo, as provas do segundo dia da segunda fase do vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que ocorreu nesta segunda-feira, 13, foi “exigente”, “detalhista” e sem erros. A prova desta segunda teve nove questões de História, nove de Geografia e seis de Inglês. A prova de História foi considerada a mais difícil do dia, com perguntas que exigiam conteúdos específicos na maioria das questões.

O coordenador-geral do curso Etapa, Edmilson Motta, afirma que a prova de História foi mais difícil que nos anos anteriores. “É uma prova pesada sempre, mas desta vez foi muito exigente. Cobra uma especificidade que dá muito trabalho para o candidato. Não são aqueles temas que costumam ser tratados no ensino médio e nos cursinhos. Isso torna a prova mais difícil”, afirma.  Para ele, houve desequilíbrio entre as questões dessa disciplina e as de Geografia e Inglês. “O candidato que começou a prova por História, que abre o caderno de questões, pode ter se assustado e perdido o controle. Geografia e Inglês foram bem tranquilas e não houve questões de Filosofia nem Sociologia”, afirma.

O diretor pedagógico da Oficina do Estudante, Célio Tasinafo, critica a falta de questões interdisciplinares nas Ciências Humanas e o formato “tradicional da prova”. “Foi uma prova sem nenhuma novidade e cansativa, com uma grande quantidade de informações que o aluno precisou mobilizar para fazer associações factuais. Os temas foram tratados da forma mais tradicional possível, não houve inovações nos temas nem mesmo nas associações ou nas imagens”, afirma.

Tasinafo acha que o aluno médio tenha alcançado um bom desempenho em Inglês, mas, para ele, em História, a prova foi conteudista demais. “Ao mesmo tempo em que pedem muita informação, escolheram temas irrelevantes para se perguntar”, critica.

Bem elaborada. Para o coordenador-geral do Anglo Vestibulares, Luís Ricardo Arruda, a prova foi difícil, abrangente, relevante e com questões bem elaboradas. “Questão com falha sempre prejudica o bom aluno e não aconteceu isso com a prova toda”, afirma. Para ele, Geografia e História exigiram mais do candidato que Inglês. “Não dá para entrar na Unicamp sem saber História e Geografia.”

Arruda citou uma questão da prova de História que exigia detalhes na resposta e não dava pistas ao candidato sobre o Império Carolíngio. Na questão, o candidato tinha de caracterizar a autoridade de Carlos Magno quando coroado como imperador pelo papa Leão III tinha de apontar dois aspectos do Renascimento Carolíngio. “A questão é muito específica, tem duas linhas. Acertou só quem estudou esse período.” Já a prova de Geografia, para Arruda, teve dificuldade de média a fácil. “Foi uma prova de qualidade, pediu Geografia física, humana e econômica”, afirmou.

O professor de Geografia José Maurício Mazzucco, do Curso Objetivo, também considerou que a prova explorou bem os conceitos geográficos. “Foi uma prova bastante honesta, clara, com temas atuais e alguns clássicos de geografia e sem surpresas. O aluno do ensino médio que se preparou conseguiu fazer bem”, afirma. Para Mazzucco, a prova foi diversificada e exigiu análise e domínio de conceitos. “Da prova, 44% foram sobre espaço terrestre, 18% sobre aspectos naturais do Brasil, 17% sobre aspectos econômicos e regionais do Brasil e 11% sobre meio ambiente.”

Para o professor Francisco Alves da Silva, que dá aulas de História no Objetivo, as questões da disciplina tiveram temas clássicos. “Caiu África, com a Revolução dos Cravos, um tema que já tinha caído em outras provas e que está presente em todos os vestibulares. A consequência é que cai menos história americana. Não caiu nada de história moderna e pré-história americana, por exemplo.”

A professora de Inglês Cristina Armaganijan, do Objetivo, afirma que as questões da disciplina foram bem feitas e variadas, com dificuldade média. “A prova trabalhou com diferentes tipos de textos, tem desde tirinha cômica até texto de tribo indígena da América do Sul. Teve até um texto de Tennessee Williams (dramaturgo americano)”, afirma. “Foi uma prova bem feita, como sempre.”

Veja os cadernos de prova da 2ª fase da Unicamp: http://oesta.do/1dkpcIF

Confira a correção dos cursinhos:

Anglo: http://oesta.do/1azeI7K

Etapa: http://oesta.do/1aXJhAu

Oficina do Estudante: http://oesta.do/1dL0qxW

http://tapa: 

http://oesta.do/1dkpcIF

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