FELIPE RAU/ESTADãO
FELIPE RAU/ESTADãO

Cruesp mantém reajuste de 1,5% para universidades paulistas

Greve ganha adesão nos campi da USP e reitores lamentam "atos de truculência e piquetes" dos últimos dias

O Estado de S.Paulo

13 Junho 2018 | 22h13

SÃO PAULO - O Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) manteve a proposta de reajuste salarial de 1,5% para os servidores da USP, Unesp e Unicamp. Uma reunião sobre o assunto foi realizada no fim da tarde desta quarta-feira, 13.  Durante o encontro o Cruesp alegou reconhecer "a importância da recomposição do poder de compra dos salários em face de defasagens". Por isso, manteve o compromisso de reavaliar a "situação orçamentário-financeira das universidades ao longo do segundo semestre".

+ Para lembrar: Unicamp havia aprovado reajuste

Foi a terceira reunião deste ano sobre o tema e os reitores lamentaram "atos de truculência e piquetes ocorridos nos últimos dias". De acordo com Vahan Agopyan, presidente do Cruesp, nova reunião para debater a situação foi agendada para o dia 23 de julho.

A categoria está em greve em algumas unidades e pede reajuste salarial de 12,6%. Na USP (Universidade de São Paulo) a paralisação cresceu e nesta quarta-feira também aderiram ao movimento os campi de Ribeirão Preto, Piracicaba e Pirassununga. Em Ribeirão houve protesto nas duas entradas do campus com distribuição de panfletos explicando os motivos da paralisação.

Revolta

Em carta aberta e assinada pelo Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP), a categoria alega que os governos estadual e federal têm trabalhado para colocar "a universidade a serviço dos ricos empresários", enquanto fecha os serviços para a "população pobre que a sustenta"

Os trabalhadores também reclamam da terceirização dos restaurantes, serviços de limpeza e manutenção. De acordo com o sindicato, o reajuste oferecido pelo Conselho de Reitores -de 1,5%, "significa menos de 32 reais para o piso da categoria".

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