Críticas ao provão azedam relação de ministro e ex-ministro

Apesar de não ser de amizade, a relação entre Cristovam Buarque e o antecessor no Ministério da Educação (MEC), Paulo Renato Souza, era "muito cavalheiresca", na avaliação do ex-ministro. Tudo mudou na semana passada, quando Cristovam anunciou o fim do Provão."Antes de criticá-lo, é preciso saber a que ele veio. O ministro precisa ter menos idéias por minuto e mais realizações por mês", disse Paulo Renato.A reação ocorreu depois de afirmações de Cristovam feitas no domingo: "Como uma avaliação é boa e não tem coragem de fechar curso? Ou não era bom o Provão, ou não era bom o ministro."Educação melhorouPaulo Renato defendeu o sistema, dizendo que "apontou o fechamento de 12 cursos". "A educação é maior e melhor do que há oito anos, e isso principalmente pela avaliação, em especial o Provão."Desde que deixou Brasília, Paulo Renato, agora consultor, ligou duas vezes para Cristovam, uma delas para se queixar de críticas de um alto funcionário do MEC. Apesar das farpas, Cristovam pediu e recebeu do antecessor a indicação de dois representantes para discutir a avaliação do ensino superior.

Agencia Estado,

09 de setembro de 2003 | 12h45

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