Cristovam vai mudar o Provão

O Provão vai mudar. Foi o que garantiu o ministro da Educação, Cristovam Buarque, em encontro com integrantes da executiva da União Nacional dos Estudantes (UNE) nesta terça-feira. Essafoi a primeira vez que o ministro esteve em São Paulo depois de assumir o cargo."Temos que evoluir o Provão", disse Cristovam em entrevista coletiva depois do encontro. "Do jeito que está, ele avalia a universidade através do aluno." O ministro afirmou, no entanto, que deve ainda conversar com sua equipe para definir melhor o novo método do exame. E adiantou: "todo mundo tem de se submeter ao Provão. Até eu quero fazer o Provão." Apesar de a UNE ter sempre defendido o fim do exame e pregar o boicote durante as sete edições do Provão, o ministro garantiu que ele não vaiacabar. "A avaliação é algo arraigado na sociedade brasileira." Outra idéia do novo ministro da Educação é a de incentivar otrabalho de extensão entre os estudantes. "O vestibular poderia inclusive avaliar se o aluno faz ou não trabalho solidário", disse. Durante o encontro, Cristovam pediu aos estudantes que também ajudem o Ministério da Educação a acabar com o analfabetismo no País, o que poderia render inclusive créditos em disciplinas na universidade, segundo ele. "Se nós mobilizarmos os 20 milhões de analfabetos de um lado e os quase 3 milhões de universitários do outro não vai ser difícil acabar com o analfabetismo."A UNE se mostrou interessada em participar do programa e espera apenas que ele seja definido. "Temos de acabar com o analfabetismo como acabamos com a poliomielite. Vamos dar gotinhas de letras na consciência das pessoas." Oministro disse ainda que deve se reunir em abril ou maio com um grupo maior de estudantes brasileiros, convocando inclusive osDiretórios Centrais Estudantis (DCEs) de universidades a participarem. O ministro ainda negou a participação de Viviane Senna no programa de alfabetização, que foi divulgada ontem. Uma das reivindicações da UNE durante o encontro foi o aumento do crédito educativo ou do programa de Financiamento Estudantil (Fies), que atende hoje cerca de 40 mil estudantes no País. O ministro disse que pretende aumentar o número debeneficiados pelo Fies, mas quer ainda criar um programa de bolsas de estudo, ou seja, o aluno não precisaria pagar ao governo depois de terminar a universidade.

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