Cristovam quer subir o valor do Bolsa-Escola

O ministro da Educação, Cristovam Buarque, quer elevar o benefício do programa Bolsa-Escola para R$ 50,00 por família, mesmo valor do pretendido vale-alimentação do Programa Fome Zero. "Seria um Fome Zero já", compara o ministro, afirmando que se o valor do Bolsa-Escola subir, o governo não precisará também pagar vale-alimentação para as famílias beneficiadas. Cristovam acrescenta que as famílias já gastam 87% do Bolsa-Escola com alimentação e que próprio presidente Lula quer unificar todos os programas sociais existentes: o vale-gás, o bolsa-renda, o PET e o Bolsa-Escola. Mas ressaltou que qualquer decisão caberá ao Planalto.Hoje, o governo paga entre R$ 15,00 e R$ 45,00 por família, dependendo do número de filhos matriculados da 1.ª a 8.ª série. A maioria das famílias (50%) recebe o menor valor, 35% das inscritas ganham R$ 30,00 e 15%, embolsam os R$ 45,00. Segundo o ministro, os R$ 15,00 por criança são insuficientes e não garantem que todos os filhos freqüentem as aulas. Segundo o ministro, quem não tem bolsa também não vai para escola, acaba tendo de trabalhar para ajudar em casa.Em conversa com prefeitos e parlamentares, ontem, o ministro defendeu o valor único para o Bolsa-Escola. Para receber o benefício, a ser pago diretamente para a mãe, todos os filhos em idade escolar deverão estudar. Pelos cálculos de Cristovam, o ministério precisaria de apenas mais R$ 18,6 milhões em recursos novos para garantir o aumento do Bolsa-Escola. O restante seria completado com R$ 300 milhões do orçamento do ano passado, ainda disponíveis, e alguns remanejamentos no MEC.

Agencia Estado,

12 de março de 2003 | 19h21

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