Cristovam diz que usou verbas liberadas

O ministro da Educação Cristovam Buarque, mesmo afirmando desconhecer os números do ministério do Planejamento sobre os gastos dos ministérios, afirmou que "deve haver alguma confusão" neles. "Se o Ministério não tivesse gasto a verba que já tem liberada, vocês podem acreditar que estaríamos vivendo uma gritaria danada", argumentou ele."A maior parte da verba do Ministério destina-se ao pagamento de salários e se não estivéssemos pagando até greve já teríamos." Cristovam garantiu que as verbas para investimento, "que são mínimas no Orçamento do Ministério", têm sido gastas com competência e no ritmo adequado.Segundo dados do ministério do Planejamento, do total de R$ 6,93 bilhões estipulados para os gastos do Ministério da Educação, foram empenhados 28,6% do total, mas foram gastos 19,9% até o dia 20 de maio. GrazianoO ministro Extraordinário da Segurança Alimentar, José Graziano da Silva, reafirmou que os números divulgados sobre os gastos do seu Ministério estão equivocados. "Eles se referem só aos gastos feitos com o cartão alimentação em dois municípios e não levam em conta gastos feitos em diversos outros programas", disse ele. Graziano afirmou que, a partir de hoje e ao longo dos próximos três dias, começam a ser liberadas verbas do cartão alimentação para outros 196 municípios. "Até esse momento, gastamos R$ 5 milhões por mês com o cartão e a partir de junho esse gasto atingirá R$ 20 milhões por mês", argumentou. Os dois ministros participaram nesta segunda-feira na Universidade de São Paulo (USP) do lançamento da publicação Segurança Alimentar: A Contribuição das Universidades, escrito por Walter Belik, coordenador do Núcleo de Economia Agrícola da Unicamp, e bancada por um grupo de entidades que apóiam o programa Fome Zero.O lançamento da publicação, segundo Cristovam, faz parte de um programa conjunto dos dois ministérios para integrar as instituições de ensino em projeto de apoio ao Fome Zero.

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