Cristovam defende ensino gratuito, em resposta a Dimenstein

Em nota distribuída nesta terça-feira, o ministro da Educação, Cristovam Buarque, defendeu o ensino público gratuito, "não apenas nas universidades públicas". O ministro prestava contas de declarações sobre a possibilidade de contribuição de ex-formandos às universidades, atribuídas a ele, veiculadas por Gilberto Dimenstein, na Folha Online.Na nota distribuída nesta terça-feira, o ministro reafirmou "compromisso pessoal, desde sempre, e político, no governo Lula, com a gratuidade do ensino superior público". Cristovam disse que é favorável sim ao debate no Congresso sobre o projeto de lei de autoria do ex-deputado Padre Roque (PT-PR), que prevê contribuição anual de profissionais formados em universidades públicas, equivalente a 2% do valor do salário para quem recebe mais de R$ 30 mil por ano ou de 3%, para quem ganha mais que R$ 50 mil.O dinheiro iria para o Fundo Nacional de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Superior (a ser criado) e redistribuído à universidade. "Sou favorável a que o projeto seja debatido no Congresso e com a sociedade. Porém, ele não tem nada a ver com ensino pago", afirmou o ministro, na nota. Mais cedo, em entrevista, ele disse que não achava "má idéia" a criação de uma alíquota para os ricos para beneficiar universidades. "Na verdade, o erro talvez seja cobrar dos ex-alunos. Temos de cobrar de todos os ricos brasileiros." A deputada Selma Schon (PT-PR) deve reapresentar o projeto de Roque nos próximos dias.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.