Cresce o número de brasileiros matriculados em universidades dos EUA

Programa Ciência sem Fronteiras contribuiu para o aumento de 20,4% no total de estudantes enviados no ano letivo 2012/13

Cláudia Trevisan, O Estado de S.Paulo - Correspondente/ Washington

12 Novembro 2013 | 20h14

Com o estímulo do programa Ciência sem Fronteiras, o número de estudantes brasileiros matriculados em universidades norte-americanas cresceu 20,4% no ano letivo 2012/13, para 10.868, o que empurrou o País da 14ª para a 11ª posição no ranking dos que mais enviam alunos para os Estados Unidos.

O líder absoluto da lista é a China, que responde por quase um terço dos 819.644 estudantes estrangeiros que se matricularam em instituições americanas de ensino superior em 2012/13 - foram 235.597 alunos, alta de 21,4% na comparação com o ano letivo anterior.

O segundo e terceiro lugares são ocupados por Índia e Coreia do Sul, que registraram quedas de 3,5% e 2,3%, respectivamente, para 96.754 e 70.627 estudantes. Juntos, esses três países respondem por 49% dos estudantes  estrangeiros matriculados em universidades norte-americanas.

Todos os que aparecem em seguida têm participação inferior a 6%. A Arábia Saudita está em quarto lugar no ranking, com 44.566 estudantes, 30,5% a mais que no período letivo anterior. A maioria é financiada por um programa oficial de bolsas de estudos iniciado há quase uma década.Os Estados Unidos são o principal destino dos bolsistas do Ciência sem Fronteiras, que atualmente tem 53 mil participantes. Metade deles está em países da Europa.

De acordo com dados divulgados ontem pelo governo norte-americano, o número de estudantes do Brasil é inferior aos do Canadá (27.357), Taiwan (21.867), Japão (19.568), Vietnã (16.098), México (14.199) e Turquia (11.278).

Dados do relatório Open Doors 2013 indicam que as matrículas de estrangeiros em universidades americanas cresceram pelo sétimo ano consecutivo, com um volume 40% maior que o registrado há uma década. Ainda assim, cidadãos de outros países representam menos de 4% das 21 milhões de pessoas que estudam em instituições americanas de ensino superior.

Também graças a um programa oficial de bolsas de estudos, o Kuwait registrou o maior índice de expansão em 2012/13, de 37,4%, com o envio de 5.115 estudantes aos Estados Unidos. O Irã passou da 20ª para a 15ª posição, com 8.744 alunos, alta de 25% em relação ao período anterior. No total, o número de estudantes estrangeiros teve expansão de 7%.

Com mais de 100 mil matrículas no ano, a Califórnia é o principal destino dos alunos de outros países nos Estados Unidos, seguida de Nova York, Texas, Massachusetts e Illinois.

As estatísticas divulgadas ontem indicam que a maior parte dos gastos de 72% dos alunos é financiada por fontes que estão fora dos Estados Unidos, principalmente recursos pessoais e familiares e bolsas de estudos oficiais ou de instituições privadas.

No caso da China, as famílias têm um peso decisivo no custeio dos estudos e a maioria dos estudantes vai aos Estados Unidos para cursos de graduação. Na mão contrária, havia 283.332 estudantes americanos cursando créditos em universidades estrangeiras no período letivo 2011/12.

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