Cresce interesse por intercâmbio na África do Sul

Copa do Mundo intensificou crescimento já registrado por empresas

Paulo Saldaña e Carolina Stanisci, Estadão.edu

25 de maio de 2010 | 00h48

A Copa do Mundo ajudou a colocar a África do Sul como destino não só dos amantes de futebol. O país tem atraído cada vez mais o interesse estudantes para intercâmbio, motivados pelo contato com a língua inglesa, com as belezas naturais, além de ser uma viagem com custo mais baixo que os principais destinos, como Inglaterra e Canadá.

 

 

No ano passado, cerca de 18.000 pessoas foram ao país com objetivos de estudos. Deles, 20% são brasileiros, segundo levantamento da Education South Africa (EduSA), entidade de estímulo ao intercâmbio. A média de permanência é de 4 a 8 meses.

 

 

"De uns tempos pra cá tem havido muita procura. E mesmo quem não vai pra lá, passou a procurar mais informações", afirma Silvia Bizatto, da EF cursos no exterior. A empresa, que em 2007 levou quatro estudantes, registrou um crescimento de mais de dez vezes nesses últimos três anos.

 

 

Marcia Mattos, gerente da STB, outra empresa do ramo, confirma o aumento do interesse. "Tivemos mais procura, principalmente nos últimos dois anos", diz ela. Na maior parte dos casos, alunos com idades entre 18 e 25 anos.

 

 

Os preços baixos são atrativos sedutores. Além de pacotes mais em conta, o câmbio também colabora. Um rand, a moeda local, equivale a R$0,24. Mas há moutras vantagens. A África do Sul é um país conhecido pelo sol e invernos pouco rigorosos, o que facilita viagens ao longo de todo ano. E as cidades não estão lotadas de brasileiros, o que incentiva uma imersão maior na língua.

 

O administrador Vitor Malaguti, de 25 anos, está na Cidade do Cabo desde janeiro. Após estudar inglês intensivo numa escola nos três primeiro meses, está agora envolvido em um estágio em uma empresa de logística - área em que atua no Brasil. "Eu acho que essa experiência me dará um grande diferencial quando eu voltar. Até por não ser um destino comum", diz ele, que é de São Paulo.

Para completar a viagem, já tem ingressos para seis jogos da Copa. Mas não pretende viajar, por isso não deve ver jogo do Brasil.

 

 

Já o carioca Jackson do Nascimento, de 28 anos, garantiu o seu: vai assistir Brasil e Costa do Marfim, e mais quatro partidas. "Uni o últil ao agradável", diz ele, referindo-se à Copa e à experiência de uma temporada em outro país. Ele embarca no dia 5.

 

 

Nascimento é engenheiro mecânico e vai passar passar uma mês estudando inglês. "Estou empolgado com o cantato cultural", diz ele, que espera que a viagem também abrilhante seu currículo.

 

 

A também engenheira Flavia Tostes, de 28 anos, não tem dúvida que sua estada na África do Sul, em 2005, valorizou seu currículo. Passou 6 meses por lá, e na volta participou de um processo seletivo de trainne de uma empresa de telecomunicações. Foi escolhida. "Além da diferença do inglês, a experiência internacional conta muiro, porque você tem um outro ponto de vista", diz ela.

 

 

Quem prentende estudar e também ver a Copa, ainda tem tempo. Não há necessidade de visto para ficar até 3 meses estudando no país - outro atrativo da África do Sul.

 

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