Cresce interesse pelo Enem nas penitenciárias

O interesse pelas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) cresce nas penitenciárias do País. O sistema penitenciário do Distrito Federal, por exemplo, que compreende seis presídios da região, já registra 198 inscrições para o Enem, contra 145 feitas em 2005. O Ministério da Educação enviou mais de duas mil fichas de inscrição para penitenciárias, presídios, casas de custódia, colônias penais e unidades da Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem) de todo o Brasil.Para o coordenador nacional do Enem, Dorivan Ferreira Gomes, a solução para atender a população carcerária que demanda por educação é o ensino a distância. "O ideal seria que governantes construíssem laboratórios de ensino nos presídios. É difícil o preso ser liberado para estudar", diz. Jovens e adultos que cumprem sentenças judiciais e que vão concluir o ensino médio em 2006, ou que já o concluíram, podem dar o primeiro passo para ingressar na universidade. Dados do Ministério da Justiça apontam que o país tem hoje 28.795 apenados em processo de educação. O Colégio Estadual Lourdes Estivalete Teixeira, na Penitenciária Odenir Guimarães, em Goiânia (GO), atende 370 alunos. Para a diretora da instituição, Maristela Barcelos Costa, o sistema prisional do estado deve inscrever cerca de 40 presidiários no Enem. A adesão dos sistemas penitenciários ao Enem pode ser feita até 2 de junho. O estabelecimento deve solicitar a aplicação do exame à coordenação-geral do Enem nos telefones (61) 2104-9044 ou 2104-9789.

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