Crédito educativo é, às vezes, a única saída

O estudante Paulo José Barreto vai completar o curso de Direito graças ao financiamento estudantil da Caixa Econômica Federal, o Fies. Ele está hoje no último ano da faculdade e, desde a metade do terceiro, Barreto paga 30% da mensalidade. Em vez desembolsar cerca de R$ 900 por mês, ele só tem de pagar R$ 260. "Se não fosse assim, não ia conseguir. Eu faço estágio, mas não ganho o suficiente para pagar a faculdade", conta Barreto. O rapaz tem uma realidade muito parecida com a de vários estudantes brasileiros de classe média. O pai, aposentado, tem de bancar a faculdade de uma filha e o colégio de outros dois irmãos de Barreto. A mãe, apesar de trabalhar fora de casa, reserva o dinheiro para pagar a sua própria faculdade. O empréstimo feito no banco só será pago um ano depois que Barreto completar o curso. Até lá, ele acredita já ter conseguido uma boa colocação e dinheiro suficiente para saldar a dívida. "Para mim está sendo ótimo por enquanto. Sei que vai ficar puxado depois. Mas com uma boa faculdade devo conseguir um bom emprego. A minha responsabilidade aumentou ainda mais depois que eu peguei o crédito", diz o futuro advogado. Pelas regras do financiamento estudantil da Caixa, o aluno paga uma taxa de juros de 9% ao ano com capitalização mensal equivalente a 0,72073% ao mês. O banco também exige que o fiador tenha renda comprovada de, no mÍnimo, o dobro do valor total da mensalidade do curso a ser financiado.

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