Cotas de vagas para minorias já são realidade

Como nos anos anteriores, a esmagadora maioria dos que responderam ao questionário da Fuvest disse que é branca (77,5%). Só 11,4% do total afirmaram ser pardos e porcentual ainda menor (3,1%), negros. Esse resultado traz novamente à tona a questão da reserva de cotas para pardos e negros nas universidades públicas e privadas e na cessão de crédito educativo. Esse projeto de lei ainda está tramitando entre senadores e deputados, em Brasília. Pelo texto, que passou pelo primeiro teste ao receber aprovação da Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ), 20% das vagas ficariam com negros e pardos. As cotas poderão ser ampliadas em Estados com maior proporção de negros, como na Bahia, no Maranhão e no Rio. As universidades ainda seriam obrigadas a criar um plano para acompanhar o resultado curricular dos alunos que entraram nas faculdades com o benefício das cotas. No Estado do Rio, no entanto, a medida já virou realidade. Uma lei aprovada durante a gestão do então governador Anthony Garotinho destina 40% das vagas de universidades estaduais para negros e pardos. Para conseguir o benefício, os alunos precisam dizer que pertencem a essas etnias. A questão também chama a atenção do governo federal, que lançou em setembro a primeira grande iniciativa para tentar aumentar o ingresso de negros e índios no ensino superior. O projeto Diversidade na Universidade tem como alvo ajudar financeiramente os cursinhos preparatórios para o vestibular ? sejam eles mantidos pela comunidade ou por ONGs. O programa já conta com verba de US$ 9 milhões. A maior parte desses recursos foi obtida com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Além de auxiliar financeiramente os cursinhos, o projeto vai dar cerca de R$ 50,00 mensais aos estudantes, para que eles possam pagar algumas de suas despesas básicas.

Agencia Estado,

13 de dezembro de 2002 | 12h48

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