DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO
DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO

Cotas dão esperança a quem via a USP como um sonho distante

Universidade vai reservar até 2021 50% das vagas para alunos de escolas públicas

Isabela Palhares, O Estado de S. Paulo

05 Julho 2017 | 00h16

A adoção de cotas sociais e raciais no vestibular da Universidade de São Paulo (USP) renovou a esperança de vestibulandos que antes viam a USP como um sonho distante. Ewelyn Jacinto de Souza, de 17 anos, sempre estudou em escola pública e desde pequena deseja cursar Medicina na instituição. "Em alguns momentos, cheguei a pensar que não conseguiria passar em Medicina”, afirma ela, filha de um porteiro e uma diarista. 

"Agora, com as cotas, sinto que está mais acessível porque vou competir com pessoas que tiveram oportunidades parecidas com as minhas. O que estou aprendendo no cursinho é diferente do que vi na escola. É muito mais difícil”, diz a jovem, que, além de frequentar a escola e o cursinho, ainda estuda duas horas por dia em casa. 

Filha de um motorista de ônibus e uma pedagoga, Letícia Lopes Rosa, de 16 anos, também conta que seus colegas de escola - uma Etec - não vão prestar a Fuvest por acreditarem que não têm chance de entrar. “Quero cursar Medicina e estou me esforçando muito para isso. Meus amigos acham que é impossível para alunos de escola pública entrar na USP, mas eu acredito que com as cotas eles vão ficar mais confiantes.” 

Mesmo com a reserva de vagas, conquistar um lugar em Medicina não vai ser fácil, prevê Letícia. "Estou estudando muito, porque sei que vai ser bem concorrido. Os bons alunos de escola pública vão se dedicar e ganhar mais confiança, por isso tenho que ter muita dedicação também", diz Letícia. 

 

 

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