Divulgação/Secretaria da Educação do Paraná
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Cotado para o MEC, Feder diz que mudou de opinião sobre livro que escreveu defendendo fim da pasta

"Gostaria de ser avaliado pelo que eu penso e faço hoje, como um gestor público, ao invés de um livro escrito quinze anos atrás", escreveu Renato Feder, que é secretário de Estado da Educação do Paraná

Redação, O Estado de S. Paulo

05 de julho de 2020 | 13h54

SÃO PAULO - Cotado para assumir o Ministério da Educação (MEC), o secretário de Estado da Educação do Paraná Renato Feder afirmou neste domingo, 5, em uma rede social ter mudado de ideia sobre um livro que escreveu e que defendia o fim do MEC e a privatização da Educação.

"Escrevi um livro quando tinha 26 anos de idade. Hoje, mais maduro e experiente, mudei de opinião sobre as ideias contidas nele. Acredito que todos podem e devem evoluir em relação ao que pensavam na juventude. Gostaria de ser avaliado pelo que eu penso e faço hoje, como um gestor público, ao invés de um livro escrito quinze anos atrás", escreveu.

Publicado em 2007, o livro ‘Carregando o Elefante – Como transformar o Brasil no país mais rico do mundotrazia a proposta de o governo pagar um ‘voucher’ às famílias para elas colocarem seus filhos em escolas particulares. Modelo semelhante seria adotado no ensino superior.

Feder é coautor do livro, que foi escrito com o empresário Alexandre Ostrowiecki, da Multilaser, empresa em que atuava como CEO até assumir o cargo de secretário.

O secretário utilizou as redes sociais para prestar esclarecimentos, afirmando que informações falsas foram divulgadas a seu respeito. Na publicação, falou de sua formação acadêmica - graduação em Administração pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e mestrado em Economia pela Universidade de São Paulo (USP) -  e negou que livros com ideologia de gênero foram distribuídos no Paraná. 

"Tenho convicção de que a minha missão de vida é ajudar na educação do nosso país, sinto-me feliz fazendo esse trabalho e podendo devolver ao Brasil um pouco das bênçãos que recebi na vida", escreveu.

Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro indicou que deve escolher Feder para ser o novo ministro da Educação. Ele já tinha se reunido com presidente antes da escolha de Carlos Alberto Decotelli, que pediu demissão depois de denúncias sobre incoerências em seu currículo

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